O Estado português define-se como laico, mas a cidade de Braga — e a freguesia da Cividade, em particular — não são abstrações: possuem uma identidade histórica, marcada pelo legado romano e episcopal, fator que justifica a preocupação crescente com a presença de um espaço adaptado à uma mesquita no coração da cidade com mais de 150 praticantes. O princípio da laicidade, inscrito na Constituição, pode servir os interesses de uma burocracia distante, mas não responde à realidade demográfica e espiritual dos bracarenses, que são esmagadoramente católicos e veem na sua fé não é apenas uma crença, mas um componente essencial do património imaterial da cidade.
A existência de locais de culto ilegal não é um fenómeno isolado. Exemplos como o encerramento de uma mesquita improvisada em Lisboa por falta de condições de segurança e pelo impacto negativo no espaço público alertam para os riscos reais destas instalações clandestinas, que podem gerar constrangimentos na via pública e potenciar problemas de integração social.
“É fundamental sublinhar que o CHEGA jamais aprovará a cedência de terrenos ou legitimação de mesquitas na cidade dos arcebispos. Não se trata de racismo ou discriminação, mas da defesa da matriz judaico-cristã, que faz de Braga um território verdadeiramente europeu, preservando a sua identidade espiritual”. O CHEGA afirma “o direito dos bracarenses de serem protagonistas do seu futuro, sem cedências acríticas a políticas multiculturalistas que desvirtuam o tecido social, tal como se observa noutros municípios onde o facilitatismo contribuiu para a perda de coesão e sentido de pertença”.
Braga, por tudo isto, deve recusar ser “mais uma Mouraria” nem se transformar num Molenbeek Belga, onde o Estado perdeu o controlo do espaço público e da identidade local. Em vez disso, “é urgente garantir a fiscalização ativa e o encerramento imediato de espaços clandestinos, promovendo a transparência, a legalidade e o respeito pela vontade dos cidadãos”.
“Defender a nossa identidade é tirar lições dos erros alheios — sejam nacionais ou internacionais — e afirmar que Braga não está disponível para abdicar da sua história e cultura”.
