Vila Verde

Apresentação da obra “Pioneirismo, genialidade e modernidade em Artur Paredes” em Vila Verde

A Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela foi, no dia 21 de novembro, o palco da apresentação da obra “Pioneirismo, genialidade e modernidade em Artur Paredes”, de António Manuel Nunes, integrada no programa AQUI HÁ CULTURA!, promovido pelo Município e pela EPATV.

Com edição da Tradisom, de José Moças, o livro representa um importante trabalho de investigação sobre a vida e a obra daquele que é unanimemente considerado o mais relevante intérprete da guitarra portuguesa de Coimbra. A edição inclui seis CD’s que reúnem a totalidade da obra de Artur Paredes, bem como registos sonoros dos mais importantes instrumentistas que o antecederam — alguns deles tornados públicos pela primeira vez.

A sessão foi aberta por Daniela Gomes, em representação da Câmara Municipal de Vila Verde, que apresentou os convidados e deu a palavra a Arnaldo Varela de Sousa, moderador da conversa. Este iniciou a sessão elogiando a participação ativa de José Moças nos vários encontros do AQUI HÁ CULTURA! e a presença de António Manuel Nunes.

O editor da obra, José Moças, afirmou que o livro surge como uma continuação do trabalho de edição da discografia de Artur Paredes e representa o encerramento de um ciclo na história da guitarra de Coimbra. Destacou que o livro reúne toda a obra discográfica de Artur Paredes e que João Pedro Almeida Rocha redescobriu um conjunto de gravações instantâneas inéditas do guitarrista. Contou ainda que recebeu apoio de diversas entidades, entre as quais a Câmara Municipal de Lisboa, que contribuíram para o lançamento da obra.

Seguiu-se a intervenção de António Manuel Nunes, autor do livro, que explicou que o trabalho de investigação se desenvolveu ao longo de mais de trinta anos. Descreveu o processo de escrita e investigação, salientando a dificuldade causada pelo facto de Carlos Paredes, filho de Artur Paredes, não ter guardado qualquer pertence do pai, exceto as guitarras.

No final da sessão, foi possível ouvir excertos dos CDs presentes na obra e debater ideias com o público, permitindo que todos tirassem dúvidas sobre a obra e sobre o artista Artur Paredes, numa conversa informal.

O encerramento coube a Arnaldo Varela de Sousa, que, mais uma vez, agradeceu a presença de todos e dos convidados e relembrou da restante programação do AQUI HÁ CULTURA! até ao final do ano.

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