As obras de requalificação e ampliaçºai da Unidade de saúde de Amares foram, hoje, aprovadas pelos três elementos do executivo em permanência do PSD e com a abstenção dos quatro vereadores da oposição.
O processo, enquadrado na programação do PRR, esteve parado por causa das eleições autárquicas desde Agosto e depois do concurso público ter ficado deserto. Assim, houve necessidade de se proceder a um ajuste direto, para que o planeamento dos fundos comunitários pudesse ser cumprido. Recorde-se que todas as obras, financiadas pelo PRR, têm que estar finalizadas em junho de 2026.
O presidente da autarquia, Emanuel Magalhães explicou que “foi contactada uma empresa, que diz não ter visto o concurso público por ter sido em agosto, que aceitou, por ajuste direto fazer a obra, até com um custo inferior ao que estava no caderno de encargos”.
O autarca reconheceu que “gostaria que as coisas tivessem sido feitas de outra forma, mas os timings para a execução da obra fizerem com que tivéssemos que tomar decisões. Só tínhamos dois caminhos ou fazíamos um ajuste direto ou a obra caía”.
Com um prazo de 240 dias para execução e cerca de 800 mil euros de investimento, os vereadores da oposição pegaram nestes dois aspetos para fundamentarem a sua abstenção. O vereador do PS, Pedro Costa, manifestou “muitas dúvidas quanto ao procedimento adotado”, apesar de reconhecer que “na altura, votei favoravelmente, mas depois de me informar junto de pessoas que conhecem bem estes procedimentos, fiquei com muitas dúvidas”.
Pedro Costa duvida, ainda, que o prazo de oito meses para a realização da empreitada seja cumprido. “Se não tivermos um prolongamento de prazo do PRR, tenho muitas dúvidas que 8 meses cheguem para executar a obra”.
Delfim Rodrigues também se absteve por achar excessivo um ajuste de 800 mil euros, ainda que não haja nenhuma ilegalidade nisso.
Já Álvaro Silva lamentou que “em três anos não se tenha desenvolvido um processo de obra que permitiria não estarmos com este sufoco”.
Rui Tomada corroborou da opinião dos seus parceiros de oposição e optou pela abstenção.
