A Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais reuniu para avaliar o trabalho desenvolvido ao longo de 2025 e definir as prioridades operacionais para o ano seguinte. Presidida pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, a sessão contou com a participação dos agentes de protecção civil, forças de segurança, estruturas técnicas e entidades parceiras com intervenção direta na prevenção, vigilância e combate aos incêndios rurais no concelho.
O balanço apresentado evidencia indicadores particularmente positivos, com mais de 8.000 horas de vigilância florestal no terreno, 56 ocorrências combatidas com resposta rápida e eficaz e uma redução muito expressiva da área ardida, reflexo de uma estratégia assente na prevenção, na articulação operacional e na prontidão dos meios.
Altino Bessa destacou o papel determinante da coordenação entre todas as entidades envolvidas. “Estamos hoje mais preparados, mais coordenados e mais capazes de responder com eficácia ao risco de incêndio rural. O desempenho de 2025 é fruto de um trabalho técnico e operacional consistente, desenvolvido ao longo de todo o ano e não apenas durante o período crítico, assente no trabalho em rede, no conhecimento do território e na capacidade de resposta das nossas equipas”.
A Comissão debateu propostas de melhoria operacional para 2026, com especial enfoque no reforço da formação das Unidades Locais de Proteção Civil e na intervenção em caminhos florestais danificados durante o inverno, infraestruturas consideradas essenciais para garantir acessibilidade e capacidade de resposta no terreno. Foram ainda apreciados processos urbanísticos relacionados com áreas de risco, no quadro do reforço do cumprimento das normas de proteção contra incêndios rurais.
O objetivo para o próximo ano passa por consolidar os resultados alcançados e aprofundar o modelo integrado de gestão do risco, reforçando a resiliência do território face a um desafio cada vez mais exigente e complexo.
