O centro literário que está a ser criado na antiga casa florestal do Parque da Assureira, no Gerês, deverá estar pronto até ao final do ano. Segundo revelou ao ‘Terras do Homem’, o presidente da câmara, a requalificação do espaço “está praticamente pronta faltando depois toda a parte do mobiliário, mas até ao final do ano deverá estar concluída”.
Recorde-se que o espaço vai homenagear os autores que se inspiraram no Gerês. “Será um local para homenagear memória dos maiores vultos da literatura portuguesa que procuraram no Gerês a sua inspiração”, acrescenta Manuel Tibo.
Um deles era Ramalho Ortigão, escritor portuense que foi professor de Eça de Queiroz e membro da denominada Geração de 70, que revolucionou várias dimensões da cultura portuguesa. Ramalho Ortigão, que era amante do Gerês e de longas caminhadas pela Serra, costumava sentar-se numa pedra neste parque a ler, a escrever e a contemplar as águas do rio Caldo. Cinco anos após a sua morte, foi aqui construído um banco em pedra, em sua homenagem. A Câmara está agora também a reabilitar esse banco e a envolvente do Parque da Assureira.
O autarca pretende “conferir ao Gerês uma grandeza e importância que outrora existiu, nomeadamente ao voltar a dar vida aos seus maiores símbolos culturais do início do século passado”. Para tal, e através de uma candidatura elaborada no âmbito do PROVERE – Minho Inovação, foi aprovada a requalificação da casa florestal, com um valor de investimento que ronda os 70 mil euros
