Vila Verde

30 anos da ATAHCA marcados pela “proximidade” aos territórios

“A palavra chave que melhor resume os 30 anos de atividade da ATAHCA é proximidade”. A frase é da Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, na sessão de apresentação de um livro que marca as três décadas da associação de desenvolvimento regional que abrange os concelhos de Amares, Barcelos, Braga, Terras de Bouro e Vila Verde. A sessão foi abrilhantada pela atuação de Rodrigo Brandão da Academia de Música de Vila Verde.

Isabel Ferreira elogiou o trabalho desenvolvido pela ATAHCA “reconhecido por pessoas e entidades. Houve dedicação ao mundo rural e ao desenvolvimento rural”.

A governante, que durante a tarde visitou três empresas inovadoras do concelho de Vila Verde com raízes no mundo rural, deixou, ainda, a bio economia e a economia circular como desafios para o futuro das entidades, associações e empresas inseridas em territórios do interior” lembrando que “uma das prioridades do Governo foi sempre o combate às assimetrias e que olha para as dimensões específicas de cada território, procurando o desenvolvimento contínuo das regiões,

Isabel Ferreira apontou a qualidade territorial, a eficiência territorial e a identidade territorial como as três ‘armas’ de combate dos territórios mais interiores. E revelou que a partir de março vão ser lançados os concursos para a instalação de fibra ótica em todo o território nacional: “no primeiro ano a cobertura será de 50%, no segundo de 75% e no terceiro ano de 100%”.

30 anos de proximidade
Coube ao presidente da ATAHCA historiar os 30 anos de vida da Associação começando pela sua criação: “optamos pelo caminho mais difícil: pensar nas pessoas e nas instituições desta região e crescer para áreas que não existiam no território, indo ao encontro das necessidades identificadas por todos aqueles que estavam no terreno”.

Mota Alves alertou para a desertificação crescente dos territórios, com perda de serviços, de agricultura e atividades a ela relacionadas: “1% de agricultores de um dos concelhos tem menos de 40 anos e 4% no nosso território têm menos dessa idade. 50% dos agricultores têm mais de 65 anos”. Por isso, para Mota Alves, “sem pessoas será difícil sobreviver porque são elas que garantem a vida e a coesão dos territórios”. Este trabalho de fortalecimento dos territórios é um “trabalho de todos.

Eurodeputada
A eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais apresentou o livro realçando a centena de projetos que a ATAHCA promoveu e acarinhou nos 30 anos: “tocou mais de 10 mil pessoas, criou centenas e centenas de pequenas atividades agrícolas, criou mais de 1200 postos de trabalho, criou circuitos de produtos endógenos, recuperou mais de 1000 imóveis identitários dos territórios e melhorou um infindável número de espaços públicos”.

Presidente da Câmara
A presidente da Câmara de Vila Verde lembrou o desenvolvimento rural como um dos pilares da Política Agrícola Comum: “aquilo que se espera é que no nosso país, conforme é preconizado na orientação estratégica da política comunitária para o progresso do mundo rural, através de medidas concretas, no terreno, seja efetivamente reforçada a capacidade de resposta das ações de desenvolvimento rural aos desafios atuais e futuros, nomeadamente no que se prende com as alterações climáticas e com os crescentes constrangimentos que se colocam em termos de renovação de gerações”.

Segundo Júlia Fernandes, “para que os jovens encontrem no mundo rural desafios aliciantes e, por conseguinte, uma oportunidade de futuro, é fundamental enveredar por novos modelos de desenvolvimento que dinamizem o tecido económico destes territórios” através “da valorização dos recursos endógenos, naturais e culturais, e do capital humano, salvaguardando as identidades locais”.

Autarca que voltou a lembrar à governante “os grandes constrangimentos em matéria de fluidez de trânsito, particularmente na ligação às zonas de acolhimento empresarial e na ligação às freguesias a norte do concelho, em face da inexistência de variantes que possam obviar às longas filas que se formam, principalmente, nas horas de ponta”. Um pedido que Isabel Ferreira já disse ter transmitido ao Ministro das Infraestruturas.

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