O campo de futebol de 7 em Moure foi o local escolhido pelos participantes do projeto CigaGiro E8G para a realização de um jogo intercultural. A apresentação da iniciativa, no Centro Comunitário de Prado da Cruz Vermelha contou com a presença de dois porta vozes dos jovens organizadores, da presidente da câmara de Vila Verde, Júlia Fernandes e do presidente da delegação de Baga da Cruz Vermelha, Armando Osório.
Marta Jesus explicou que o jogo pretende promover “a interculturalidade de várias pessoas, de várias culturas e de várias emoções. Vai ser um jogo ‘fixe’, divertido e com um piquenique no final para convivermos todos”. Está marcado para dia 9 de setembro, a partir das 10h00.
Uma das capitãs escolhidas acrescentou, ainda, que “a iniciativa surgiu depois de um ‘bootcamp’ sobre racismo onde o futebol era um elemento comum a todos. Queremos acabar com estereótipos, preconceitos. O racismo combate-se em casa e os pais deveriam ensinar às crianças que não se deve deixar ninguém de lado”.
Cristiano Garcia, outro dos capitães, deixou as indicações mais práticas: “podem participar todos aqueles que quiserem entre os 10 e os 18 anos. As equipas serão mistas e as inscrições, até à véspera do jogo, podem ser individuais e são gratuitas. Depois faremos as equipas no dia”. No final, haverá prémios.

Presentes estarão elementos do projeto similar desenvolvido no Bairro Social de Santa Tecla, em Braga e jovens do CAEMENA de apoio a refugiados.
Presidente da Câmara
Júlia Fernandes apelidou a ideia de “fantástica. É uma ideia boa esta de juntar jovens de várias nacionalidades e culturas e apreenderem, todos juntos, uns com os outros”. Elogiou o processo de escolha da atividade, “onde são vocês que organizam, foram vocês que decidiram o local, a hora e até os coletes”.
O trabalho desenvolvido pelo Ciga Giro “tem dado, no terreno, frutos extraordinários e é a prova que todos juntos conseguimos várias coisas. Só assim crescemos em termos culturais e aqui como diz o vosso slogan temos o futebol a construir pontes”.
Para Armando Osório, a iniciativa enquadra-se no espírito fundador da Cruz Vermelha: “tratar todos por igual, impendentemente da sua condição”. Este jogo de futebol é uma forma de se conhecerem os outros, de se conhecerem culturas diferentes, para que depois se possam respeitar uns aos outros”.
