Terras de Bouro

Projeto da ‘Cascata das Barjas’ em Terras de Bouro aprovado por todas as entidades públicas

É um dos assuntos do momento. O projeto de ordenamento da visitação na ‘Cascata das Barjas’, que já está em andamento, mereceu a aprovação de todas as entidades públicas. “Tivemos reuniões com os técnicos do ICNF, do Ambiente, da CCDRN, da proteção civil, da REN, que deram o seu contributo para chegarmos ao projeto final. Todos eles deram um parecer positivo e não fizemos nada à revelia deles” revela ao ‘Terras do Homem’, o presidente da câmara de Terras de Bouro.

O que está subjacente à elaboração deste projeto são as inúmeras quedas, “alguma delas mortais” que se verificam, sobretudo durante o verão, e que “merecem parangonas nos jornais. Nós queremos um concelho seguro, que quem nos visita se sinta em segurança. Os críticos só querem duas coisas, retirar as pessoas do parque para terem os seus interesses científicos salvaguardados e que Terras de Bouro continue nos jornais para puderem falar mal”, acrescenta Manuel Tibo. “Eu como terrabourense e presidente da câmara irei fazer tudo o que estiver ao meu alcance para resolver os problemas do concelho e da população”.

O projeto para a ‘Cascata das Barjas tem subjacente a criação de condições de segurança para permitir a fruição visual de um espaço de rara beleza natural, dissuadindo os visitantes a percorrer zonas de grande perigosidade, por forma a evitar os recorrentes acidentes (alguns mortais).

A intervenção preconiza a construção de uma plataforma para permitir a contemplação e o apoio ao resgate das vítimas acidentadas, a criação de aparcamento para viaturas prioritárias e a construção de percursos pedonais, nas imediações da cascata.

Projeto
Curiosamente, a resposta a uma das críticas feitas ao projeto tem resposta na fundamentação da intervenção: “o principal enfoque a criação de condições de segurança, para possibi9litar a fruição do património natural, evitando o pisoteio e consequente destruição do coberto vegetal e, sobretudo, dissuadir o acesso a espaços de elevada perigosidade”.

A proposta tem, ainda, subjacente “a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida, a melhoria das condições de resgate, a implementação de bolsas de aparcamento para viaturas prioritárias, bem como a criação de percursos pedonais, sobre a plataforma da via existente por forma a garantir maior fluidez ao tráfego e segurança aos transeuntes”.

A plataforma de visitação prevista é composta por elementos metálicos, totalmente suspensa e sem desníveis, com características de ‘elemento amovível’, “sem impermeabilização do solo nem destruição do coberto vegetal”, suportada por pórticos cravados em afloramentos rochosos existentes, “por forma a evitar escavações”, implantados a uma distância superior a 5 metros da margem do ribeiro.

A plataforma terá uma extensão de cerca de 40 metros, desenvolve-se não longo da margem esquerda da linha de água com um desenho orgânico que homenageia uma cabra montês.

Cascata das Barjas
Localizada em pleno Parque Nacional Peneda Gerês, a cascata das Barjas ou como é mais conhecida do ‘Tahiti’ tem uma linha de água cujo leito se desenvolve sobre afloramentos rochosos, posicionados a cotas diversas, provoca a queda de água sobre pequenas represas, formadas por maciços rochosos compactos e confere ao local um espaço cénico de rara beleza e, por isso, um ponto de grande interessa turístico.

No entanto, a inexistência de condições que permitam a contemplação do lugar, de forma inclusiva e em total segurança, leva a que muitos visitantes se aventurem a trilhar percursos sobre rochedos o que vem originando recorrentes acidentes, por vezes mortais.

Aspetos construtivos
O pavimento da plataforma será metálico ‘gradil’ e nas bolsas de aparcamento será utilizada calçada à fiada com cubo.

Prevê-se a instalação pontual de barcos (peças monolíticas de granito) e papeleiras em madeira. Para além do reforço da sinalização de perigo, no início dos percursos que oferecerem riscos de perigosidade, prevê-se ainda a pintura da sinalização rodoviária, por forma a melhorar a segurança dos transeuntes e utilizadores, bem como a fluidez do tráfego

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