Vila Verde

Emigrante de Vila Verde que denunciou burlas queixa-se de ameaças de morte

O emigrante Arménio Sequeira, que denunciou às autoridades ter sido vítima de burlas de meio milhão de euros, revelou esta sexta-feira “ter sido alvo de ameaças de morte, durante o dia de hoje, por uma das duas mulheres que acusei”.

Arménio Sequeira afirmou “ter participado o caso hoje mesmo no Posto da GNR de Prado, contra essa mulher conhecida como ‘Fernanda da Loureira’, a mesma pessoa que eu já me tinha queixado na GNR de ter ficado com muito ouro da minha esposa”.

O caso, que já foi manchete da edição impressa do dia 10 de abril de 2025 do Terras do Homem, agitou não só todo o concelho de Vila Verde, como foi replicada em outros jornais. A polémica continua com Arménio Sequeira, a dizer-se “perseguido”.

Segundo Arménio Sequeira, “eu como cidadão normal e pessoa de bem, apresentei queixa hoje ao final da manhã na GNR de Prado, mas ao princípio da tarde já a senhora Fernando andava atrás de mim, eu estou a ser vítima de crimes de perseguição”.

“O Posto da GNR de Vila Verde já recuperou parte desse ouro, avaliado em dezenas de milhares de euros, que estava na posse de ‘Fernanda da Loureira’, há queixas no Ministério Público de Vila Verde, o que está a incomodá-la”, disse Arménio Sequeira.

Segundo o mesmo emigrante em França, com residência na freguesia de Marrancos, “apesar disso, não nos vão calar, nem impedir que se esclareça tudo, para se fazer justiça, porque foi uma vida de trabalho que nos roubaram”.

O casal de emigrantes em França queixou-se às autoridades de uma advogada de Vila Verde, imputando-lhe alegadas burlas que o terão lesado em cerca de meio milhão de euros, entre dinheiro e peças de ouro, participando também de uma vilaverdense.

A GNR de Vila Verde, ao receber uma primeira queixa, apreendeu parte do ouro a “Fernanda da Loureira”, que não respondeu aos pedidos de esclarecimento do Terras do Homem, para dar a sua versão dos factos denunciados antes e nos casos de hoje.

Arménio e Ana Bela, um casal de meia idade, residente em Vila Verde, entregou queixas na GNR, no Ministério Público e na Ordem dos Advogados, cujo Conselho Geral está agora analisar o caso que passou já pelo Conselho de Deontologia do Norte.

Em processo de divórcio, mas que não se consumou porque o casal depois reconciliou-se, a mulher contratou uma advogada, procurando precaver-se para a futura partilha de bens, só que Ana Bela diz que “Fernanda e a advogada ficaram-me com tudo”.

A advogada, de Vila Verde, terá convencido aquela mulher a entregar-lhe dezenas de milhares de euros, “para dar ao juiz de Vila Verde”, mas à data dos factos só havia duas juízas e nenhum juiz, na Comarca de Vila Verde, logo seria “dupla burla”.

Patrícia Melo Antunes, advogada visada nas queixas ao Ministério Público e à Ordem dos Advogados, que, entretanto, mudou de escritório de Vila Verde para Braga, também não respondeu aos pedidos do Terras do Homem, para dar a versão dos factos.

“Como todos os casais, tivemos uma fase menos boa e estivemos separados, só que nunca chegamos sequer a divorciar-nos, aliás, estamos reconciliados, mas nesse período houve quem se aproveitasse da situação”, referiu o casal Sequeira ao Terras do Homem dizendo que “iremos até ao fim, trabalhamos muito e andam a viver à nossa custa, com sinais exteriores de riqueza”.

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