FRIO: Grupos de Risco, Cuidados redobrados!

A exposição ao frio intenso, durante vários dias consecutivos, pode ter efeitos negativos na saúde da população em geral, e em particular nos grupos de risco. Previna-se e colabore na prevenção dos outros!

Crianças pequenas são mais sensíveis ao frio intenso: perdem o calor do corpo de forma mais rápida do que os adultos e não produzem calor suficiente para compensar as perdas. Principais cuidados:

– Não sair de casa nos dias de frio intenso. Se tiver de sair, a criança deve ser bem agasalhada, principalmente a cabeça e as extremidades do corpo (mãos, orelhas e pés);

– Utilizar várias camadas de roupa em vez de uma única peça grossa;

– Dar de beber regularmente;

– Transportar a criança num carrinho para se poder movimentar, e verificar se está protegido do frio;

– Não utilizar porta-bebés tipo mochila para transportar a criança, pelo perigo comprimir as pernas e provocar enregelamento.

Pessoas com 65 ou mais anos ou com mobilidade reduzida produzem menos calor corporal pois o seu metabolismo é mais lento e fazem menos atividade física. Principais cuidados a ter:

– Seguir as recomendações do enfermeiro e médico de família/assistente;

– Apoiar as pessoas idosas ou com mobilidade reduzida a seguir as recomendações adequadas em situações de frio, ao nível da alimentação, vestuário, cuidados com os equipamentos de aquecimento e precauções ao sair de casa;

– Manter um acompanhamento de proximidade de pessoas idosas sozinhas/isoladas ou com mobilidade reduzida, por parte de familiares, amigos e vizinhos, devendo fazer um telefonema ou contactar pessoalmente, pelo menos uma vez por dia, para ajudar e verificar o seu estado de saúde e conforto.

Portadores de doenças crónicas são mais vulneráveis aos efeitos do frio: pessoas com diabetes, doença cardíaca, vascular, reumática, mental, insuficiência respiratória (asma e doença pulmonar crónica obstrutiva) e ainda pessoas que tomam medicamentos psicotrópicos ou anti-inflamatórios. Principais cuidados a ter:

– Seguir as recomendações gerais e aconselhar-se com o enfermeiro ou médico de família;

– Reduzir as atividades físicas no exterior, se revelar sintomas em caso de frio intenso;

– Certificar-se de que tem sempre consigo os medicamentos necessários.

Pessoas diretamente expostas ao frio têm maior risco de enregelamento ou outros problemas associados a temperaturas baixas. Devem:

– Seguir as recomendações gerais e, se necessário, aconselhar-se com o médico de trabalho;

– Ingerir bebidas quentes, sem cafeína e não alcoólicas;

– Usar equipamento adequado ao trabalho a desenvolver e às condições meteorológicas;

– Aproveitar para aquecer durante as pausas;

– Desenvolver a atividade laboral com outros colegas por perto.

Praticantes de atividade física no exterior, expostos ao frio: Devem:

– Começar e terminar a atividade física de forma lenta e gradual;

– Proteger as extremidades do corpo;

– Ingerir bebidas quentes sem cafeína e não alcoólicas, antes, durante e depois da prática de atividade física;

– Realizar atividade física com companhia;

– Evitar as horas do dia de frio mais intenso;

– Parar de imediato a atividade se sentir formigueiro ou adormecimento dos membros.

Pessoas isoladas ou em carência social e económica frágeis ou com dependência que necessitem de apoio institucional ou de apoio de pessoas próximas, devem ser alvo dos mesmos cuidados que as pessoas com 65 ou mais anos ou com mobilidade reduzida.

Fonte:

https://www.dgs.pt/saude-a-a-z.aspx?v=8e00381f-52ce-45fb-b5a0-35fe84fa926a#saude-de-a-a-z/frio/efeitos-do-frio-na-saude

https://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/frio/recomendacoes-para-os-grupos-vulneraveis.aspx

https://www.ondr.pt/index.html

Alice Magalhães

Especialista em Enfermagem Comunitária

Unidade de Saúde Pública ACeS Cávado II – Gerês / Cabreira

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