Atividade Física, sempre e…aquele abraço, brevemente.

Na semana em que se comemorou o dia mundial da atividade física (6 de abril) e simultaneamente entramos na quarta semana de… confinados em casa, percebemos que duas situações que parecem incompatíveis (ficar em casa e praticar atividade física) se têm tornado possíveis graças à boa vontade de muita gente de diferentes áreas com sugestões para nos manter ativos em casa. Na passada 2ª feira, no dia mundial da atividade física, a Câmara Municipal de Braga através do seu pelouro desportivo conseguiu, associando-se a ginásios ou academias, propor inúmeras e diferentes atividades transmitidas em plataformas digitais, tendo como objetivo a prática, em casa.

Também nós nas escolas, no final do período letivo, sem horários pré-definidos enviamos para os nossos alunos, vídeos com atividades possíveis de serem realizadas no conforto do lar para se manterem ativos. Foi-lhes dito também que a escolha dos diferentes exercícios deveria ir de encontro aos gostos e capacidades de cada um por forma a terem o efeito pretendido.

Tem sido recorrente por estes dias ver e ouvir especialistas de diferentes áreas falarem da importância que o bem-estar bio psicofísico pode ter na “luta” que todos travamos contra esta pandemia. Inclusive o Papa Francisco numa das suas mais recentes aparições falou do valor do desporto na vida das pessoas, em ocasiões como esta. E é verdade, pois quem pratica desporto melhora o seu sistema imunológico e consequente capacidade de responder a doenças infeciosas, sejam elas provenientes de vírus, bactérias ou vermes. Também parece ser consensual a perceção que estando os desportistas habituados a trabalhar em equipa, a lutar por objetivos, e a superar adversidades, a sua resiliência mental seja superior, pois eles sabem, melhor que ninguém, que é essa zona (mental) que determina, muitas vezes, quem vence e quem é derrotado. No entanto, e para além da atividade física, sermos otimistas, cumprirmos uma alimentação saudável, mantermos um horário de atividades diárias, realizarmos boas leituras e uma ou outra série de qualidade ou mero entretenimento, também são formas de nos mantermos mentalmente saudáveis.

Tudo isto é necessário e fundamental para quando a vida retomar o seu curso normal, mostrarmos estar preparados para saborear, novamente, os prazeres do quotidiano: pequenos passeios, a pé ou de bicicleta, sem nos preocuparmos se as autoridades vão questionar o motivo; tomar um café numa esplanada; ir ao cinema, assistir a um concerto ou, no meu caso, sentar-me numa bancada a assistir a um jogo de futebol ou andebol.

O mês de maio, ao que dizem, será o da retoma paulatina da normalidade, pelo que daqui até lá, vamos – como dizem os futebolistas no fim de um jogo que correu mal – levantar a cabeça e pensar no próximo jogo da vida que nos espera. Importa, pois, que todos tenhamos presente que não há desculpas para parar, até porque, como diz o ditado, parar é morrer, e todos queremos estar vivos para dar AQUELE ABRAÇO, brevemente.

 

Carlos Mangas, professor de Educação Física

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