25 de Abril: em Amares foi comemorado sem cerimónias presenciais

As comemorações dos 46 anos do 25 de Abril foram assinaladas, em Amares, através das plataformas digitais e de um pequeno momento evocativo frente aos Paços do Concelho.

O hastear da bandeira e a deposição de uma coroa de flores junto ao monumento evocativo aos ex-combatentes falecidos na guerra do Ultramar, além dos discursos do Presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, e da Assembleia Municipal, João Januário, partilhado num vídeo através do Facebook da Autarquia foram alguns dos momentos simbólicos que não deixaram passar em branco a efeméride.

“Nesta manhã de Abril sentimos falta das presenças humanas que habitualmente enchem de vida, de esperança e cor o largo do município. O silêncio lembra-nos que vivemos um período excecional da nossa democracia”, começou por referir Manuel Moreira, Presidente do Município Amarense.

Para o autarca, este 25 de Abril ficará marcado pela pandemia provocada pelo Covid-19, “provavelmente o maior dos desafio coletivos do período democrático, cujas consequências ainda não somos capazes de antecipar”, referiu.
Lembrando que, todos os anos, esta data com uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal, em paralelo, com diversas atividades culturais e recreativas, envolvendo escolas, associações e a população em geral, o Presidente da Assembleia Municipal de Amares, João Januário explicou que, em conjunto, a Assembleia Municipal e a Câmara Municipal, “optaram por alterar o seu formato”.

Tempo de celebrar conquistas

“Neste Abril, celebramos a existência de um Sistema Nacional de Saúde capaz de se organizar para dar respostas a um vírus de escala mundial; celebramos a aquisição de infraestruturas que melhoraram consideravelmente a higiene e condições de habitação; celebramos a existência de forças de segurança que estão ao serviço do povo; celebramos a democratização do ensino que nos permite ter hoje profissionais altamente qualificados; celebramos a capacidade e direito reivindicativo que temos como cidadãos e, celebramos o poder local que hoje é chamado a assumir um papel determinante na defesa das populações”, destacou o autarca de Amares.

Liberdade é para ser exercida com “responsabilidade”

“Vivemos um momento excecional em que nos interpelam para uma adequação do nosso modo de vida que põe à prova muitos dos valores conquistados em Abril. Por isso, temos que ser vigilantes e altruístas, porque é imperioso sairmos desta situação fortalecidos, para conseguirmos galgar um caminho difícil, mas não intransponível”, sublinhou o presidente da Assembleia Municipal, João Januário. “Uma das lições que aprendemos com este vírus é que a Liberdade, conquistada em Abril, é para ser exercida com responsabilidade”, acrescentou.

“As autarquias, em articulação com as instituições e poder central, têm estado a desenvolver todos os esforços para minimizar os impactos desta crise. A comunidade científica e técnica tem estado a procurar as melhores soluções e respostas. Um pouco por todo o lado na sociedade civil emerge um espírito solidário verdadeiramente impressionante”, considera Manuel Moreira. “Os valores de Abril – a luta pela igualdade, a união de esforços, a coragem, a solidariedade – são mesmo motes fundamentais nos tempos que vivemos”, salientou o edil que não tem dúvida de que “todos somos chamados a exercer uma cidadania ativa e responsável no combate a esta pandemia”.

Amarenses exemplo da maturidade cívica

Tanto o presidente da Câmara Municipal como o presidente da Assembleia Municipal considera que os Amarenses, em particular, as intuições e todos aqueles que estão na linha da frente no combate à Covid– 19 têm sido um exemplo de boas práticas, responsabilidade social e entrega.

Manuel Moreira deixa, por isso, “um agradecimento profundo pela maturidade cívica e democrática que tem sido demonstrada pelo povo de amares e por tantas pessoas e instituições que têm estado na linha da frente a trabalhar por todos nós.” “Seguimos com esperança. Vamos continuar Abril. Viva Amares. Viva a Democracia”.

Já João Januário destaca: “este esforço contínuo que todos fazemos para não cair na tentação de condicionar a liberdade do outro é uma das maiores provas da nossa maturidade democrática, senão, um dos pilares essenciais da nossa Democracia”.

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