Só há um exame nacional em que as questões obrigatórias chegam para ter positiva

Na maioria dos exames nacionais do ensino secundário, que se vão realizar em julho, responder apenas às questões de respostas obrigatória não vai chegar para os alunos terem nota positiva.

A notícia é avançada pelo jornal Público. A informação divulgada pelo Instituto de Avaliação Educativa (Iave) surge no contexto de alterações aos critérios de classificação das provas que foram decididas no âmbito da pandemia covid-19.

Este ano, os alunos sujeitos a exames nacionais do ensino secundário têm um conjunto de perguntas “cuja resposta é obrigatoriamente contabilizada para a classificação final” e outras em que em que só contam respostas com melhor pontuação.

Segundo o Público, o número de questões que contam obrigatoriamente para a nota final depende do exame e oscila entre 1 (no exame de Desenho A) e 10 (no exame de Biologia e Geologia).

Em relação aos itens facultativos, estes variam entre 2 e 23, sendo os extremos ocupados novamente pelas provas de Desenho A e Biologia e Geologia.

Porém, responder às questões obrigatórias não chega para ter nota positiva na maior parte dos exames. Aliás, a única exceção, segundo o Público, é a prova de Desenho A.

De acordo com o IAVE, a nota final será “calculada automaticamente pelo sistema informático, a partir de uma grelha, o qual selecionará, por um lado, as respostas aos itens que contribuem obrigatoriamente para a classificação final e, por outro lado, de entre as demais respostas, todas com a mesma cotação, as que obtiverem melhor pontuação”.

Os alunos do 11.º e 12.º anos regressaram na segunda-feira às escolas, depois de cerca de dois meses em casa, para retomarem as aulas presenciais das disciplinas sujeitas a exame nacional, suspensas desde 16 de março.

A pandemia da covid-19 obrigou o Governo a aplicar medidas excecionais no sistema de ensino, que incluem o cancelamento dos exames nacionais e provas de aferição dos alunos do Ensino Básico.

Os alunos do Secundário vão poder, este ano, escolher os exames nacionais que querem fazer de acordo com as disciplinas específicas pedidas pelas instituições do Ensino Superior a que se queiram candidatar.

Habitualmente, para concluir o ensino secundário, os alunos fazem dois exames nacionais no 11.º ano e dois no 12.º ano, independentemente de os utilizarem, ou não, para ingressar no Ensino Superior.

Entre as medidas excecionais está também o adiamento do calendário dos exames – a primeira fase entre 6 e 23 de julho e a segunda de 1 a 7 de setembro – e dos prazos para a apresentação das candidaturas ao concurso nacional de acesso ao Ensino Superior.

ZAP //

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