Câmara de Amares pede empréstimo de 2,5 milhões ao Banco Europeu de investimento

A Assembleia Municipal de Amares autorizou a câmara a contrair um empréstimo de 2,5 milhões de euros ao Banco Europeu de Investimento (BEI). Esta foi a forma encontrada pela autarquia para não adiar a concretização de projetos com fundos comunitários já aprovados. “Não conta para o endividamento”, referiu Manuel Moreira, “tem uns juros de quase zero se não mesmo negativos”.

No entanto, a oposição, antes da aprovação, pediu vários esclarecimentos. José Antunes do Movimento Independente ‘Mais’ criticou o pouco tempo dado (apenas 48 horas) para a análise do assunto. “Por princípio, somos favoráveis a empréstimos para a atividade governativa. No entanto, gostaríamos de ter sido informados com mais tempo porque 48 horas antes é muito pouco”.

Tal como o PS, pela voz de Patrícia Ribeiro, os independentes quiseram saber qual o valor total dos projetos já aprovados e quais os projetos onde o dinheiro irá ser investido.

Seis milhões de euros

O autarca começou por dizer que “esta solução foi a forma encontrada para não termos que adiar a concretização de projetos”. Seis milhões de euros é o valor total das candidaturas aprovadas, sendo que o empréstimo será para pagar os 15% referentes à autarquia.

Centro Interpretativo do Mosteiro de Bouro, Mobilidade urbana, Feira semanal e Abadia são alguns dos projetos já aprovados e que irão ser contemplados com esta linha de financiamento.

Mosteiro de Rendufe

No período antes da ordem do dia, José Antunes voltou a trazer o Mosteiro de Rendufe à colação. O deputado independente apelou ao presidente da Câmara que intercedesse junto do Governo para avançar com o concurso público para a concessão do monumento, no âmbito do projeto ‘Revive’.

“Não chega fazer visitas é preciso ação” referiu o deputado que também se dirigiu aos deputados socialistas para que usassem a sua influência junto do poder central.

Manuel Moreira revelou que já convidou a Ministra da Cultura através da direção regional de cultura do Norte para visitar as obras em curso no Mosteiro e mostrou-se convencido, apesar da situação nada fácil que o país atravessa, que “haverá investidor” para o monumento beneditino.

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