Durante o período de confinamento, muitos foram os espaços comerciais que estiveram encerrados.
E enquanto os comerciantes aproveitaram para reforçar os seus canais de venda virtuais, grande parte dos portugueses parecem ter continuado a preferir compras presenciais (46%), o que poderá estar relacionado com o facto de ir às compras ter sido das poucas situações em que os cidadãos podiam sair.
De acordo com o inquérito realizado pelo Observador Cetelem, a maioria dos portugueses já tinham o hábito fazer compras através da internet.
Destes, 26% dizem que durante o Estado de Emergência aumentaram o seu volume de compras online; e 22% mantiveram os níveis de consumo.
Para uma minoria (6%), o Estado de Emergência foi ideal para testar o processo, mas destes apenas 1% garante que as compras online são para continuar.
Os inquiridos entre os 25 e os 34 anos (44%) residentes na região Norte (38%) são os que mais admitem que já conheciam o canal de vendas online, e os que durante o confinamento admitem ter feito mais compras.
Os consumidores entre os 18 e os 24 anos, que também já tinham este hábito, não aumentaram as compras online (47%). Quem não comprava online nem o passou a fazer foram os inquiridos entre os 65 e os 74 anos (96%).
Entre os inquiridos que fizeram compras online (54%) as principais foram de produtos de mercearia mais pesados e não perecíveis (40%) e para evitar lojas mais movimentadas (35%).
32% dos portugueses admitem também que sempre que possível fizeram compras online e 19% usaram este canal para adquirir produtos que se podem utilizar online (como videojogos ou e-books).
Os restantes 17% afirmam que compras online apenas quando não tinham possibilidade se deslocar de carro até à loja.
Numa análise mais detalhada é possível perceber que os produtos de mercearia e não perecíveis foram referidos de semelhante forma por ambos os sexos entre os consumidores dos 25 aos 74 anos, nas regiões de Lisboa, Porto e Sul do país.
Já a visita, virtual, em substituição da ida a lojas habitualmente mais movimentadas, foram mais visitadas pelos portugueses entre os 18 e os 24 anos (39%) na zona Norte (42%).
Pagamento com distanciamento social
Numa altura em que os cuidados redobrados e o distanciamento social imperam, também as formas de pagamento foram reforçadas pela tecnologia.
Embora o dinheiro ainda esteja no top 3 dos meios de pagamento preferidos pelos consumidores portugueses (33%), o primeiro lugar é para os cartões de débitos e crédito contactless (35%).
Aplicações como o MB Way (15%) tornaram-se também uma referência, ultrapassando as tradicionais transferências bancárias (6%), sendo agora o terceiro meio mais utilizado.
