Livraria dos EUA retira todos os livros de Harry Potter por causa da polémica opinião de J. K. Rowling sobre a transexualidade

A livraria Left Bank Books, localizada em Saint Louis, no estado norte-americano do Missouri, decidiu remover todos os livros da saga Harry Potter das suas prateleiras depois das declarações da autora da obra, J. K. Rowling, sobre a transexualidade, que logo se tornaram polémicas.

“Não é como A livraria Left Bank Books, localizada em Saint Louis, no estado norte-americano do Missouri, decidiu remover todos os livros da saga Harry Potter das suas prateleiras depois das declarações da autora da obra, J. K. Rowling, sobre a transexualidade, que logo se tornaram polémicas.

“Não é como se não lhe estivéssemos a tentar dar o benefício da dúvida e a oportunidade de a entender e de esclarecer a sua posição. Amamos a [J. K. Rowling]. Adoramos as suas histórias. E, mesmo assim, aqui estamos, num mundo invertido, em que a pessoa que escreveu histórias que eram verdadeiras celebrações inclusivas e afirmativas da comunidade, degradada as mesmas pessoas que as leram”, explica Jarek Steele, responsável pela livraria norte-americana, em comunicado citado pelo jornal ABC.

“Os comentários públicos de Rowling sobre pessoas transexuais, especialmente sobre mulheres transexuais, são flagrantes, ofensivos e deliberadamente ignorantes. E não é apenas isso, mas [a autora] tem uma plataforma global para esse fanatismo que o torna ainda mais perigoso”, sustenta o mesmo responsável.

A livraria sublinha que a “a violência contra pessoas transexuais, especialmente contra mulheres transexuais de cor, é um flagelo que se alimenta não apenas das palavras dos nossos políticos, mas das de quem é mais próximo e daquelas cujas palavras chegamos a confiar e amar (…) Como pessoa transexual, estou pessoalmente dececionado, magoado e chateado. Amei estes livros (…) mas agora [a autora] poluiu o que para a nossa família e para a nossa loja era uma experiência maravilhosa”.

Por todos estes motivos, decidiu não expor mais as obras de J. K. Rowling. “Remover estes livros das nossas prateleiras não fará nada para a impedir. Não notará nada. Mas nós iremos, bem como a nossa equipa de pessoas transexuais e os nosso clientes”.

Polémica estalou em junho

Foi no início de junho que a polémica estalou. Através de uma publicação na rede social Twitter, a atenção para a expressão “pessoas que menstruam” referida num artigo de opinião publicado na Devex, e comentou: “Tenho a certeza que costumava haver um nome para essas pessoas. Alguém que me ajude. Wumben? Wimpund? Woomud?“, palavras próximas de “women” — “mulheres” em português.

Tal como frisa o jornal Público, a autora de Harry Potter dá a entender que ali deveria estar a palavra “mulher” e as críticas não se fizeram esperar: “Nem todas as mulheres menstruam e nem todas as que menstruam são mulheres”, contrapõe um comentário assinado pela associação I Support The Girls.

“Há muitas raparigas, pessoas não binárias, rapazes e homens trans que também têm um período menstrual. Reconhecemos que a mudança de linguagem pode ser desconfortável para nos habituarmos a ela. E estamos gratos por autores e artigos inclusivos”.

O Daniel Radcliffe, que interpretou a personagem de Harry Potter, também contestou as declarações da autora. “Mulheres transgénero são mulheres”, escreveu no The Trevor Project, um site de prevenção do suicídio entre a comunidade LGBT. “Qualquer declaração contrária apaga a identidade e a dignidade das pessoas transgénero.”

No mesmo texto, lamenta ainda que estes comentários possam “manchar” a mensagem que é transmitida pela história de Harry Potter. “Se estes livros te ensinaram que o amor é a força mais forte do universo… que ideias dogmáticas de pureza conduzem à opressão de grupos vulneráveis; se acreditas que uma determinada personagem é trans, não binária, ou livre de género, ou que são homossexuais ou bissexuais; se encontraste algo nestas histórias que fez eco em ti e te ajudou em qualquer momento da tua vida — então isso é entre ti e o livro que leste, e é sagrado.”

ZAP //se não lhe estivéssemos a tentar dar o benefício da dúvida e a oportunidade de a entender e de esclarecer a sua posição. Amamos a [J. K. Rowling]. Adoramos as suas histórias. E, mesmo assim, aqui estamos, num mundo invertido, em que a pessoa que escreveu histórias que eram verdadeiras celebrações inclusivas e afirmativas da comunidade, degradada as mesmas pessoas que as leram”, explica Jarek Steele, responsável pela livraria norte-americana, em comunicado citado pelo jornal ABC.

“Os comentários públicos de Rowling sobre pessoas transexuais, especialmente sobre mulheres transexuais, são flagrantes, ofensivos e deliberadamente ignorantes. E não é apenas isso, mas [a autora] tem uma plataforma global para esse fanatismo que o torna ainda mais perigoso”, sustenta o mesmo responsável.

A livraria sublinha que a “a violência contra pessoas transexuais, especialmente contra mulheres transexuais de cor, é um flagelo que se alimenta não apenas das palavras dos nossos políticos, mas das de quem é mais próximo e daquelas cujas palavras chegamos a confiar e amar (…) Como pessoa transexual, estou pessoalmente dececionado, magoado e chateado. Amei estes livros (…) mas agora [a autora] poluiu o que para a nossa família e para a nossa loja era uma experiência maravilhosa”.

Por todos estes motivos, decidiu não expor mais as obras de J. K. Rowling. “Remover estes livros das nossas prateleiras não fará nada para a impedir. Não notará nada. Mas nós iremos, bem como a nossa equipa de pessoas transexuais e os nosso clientes”.

Polémica estalou em junho
Foi no início de junho que a polémica estalou. Através de uma publicação na rede social Twitter, a atenção para a expressão “pessoas que menstruam” referida num artigo de opinião publicado na Devex, e comentou: “Tenho a certeza que costumava haver um nome para essas pessoas. Alguém que me ajude. Wumben? Wimpund? Woomud?“, palavras próximas de “women” — “mulheres” em português.

Tal como frisa o jornal Público, a autora de Harry Potter dá a entender que ali deveria estar a palavra “mulher” e as críticas não se fizeram esperar: “Nem todas as mulheres menstruam e nem todas as que menstruam são mulheres”, contrapõe um comentário assinado pela associação I Support The Girls.

“Há muitas raparigas, pessoas não binárias, rapazes e homens trans que também têm um período menstrual. Reconhecemos que a mudança de linguagem pode ser desconfortável para nos habituarmos a ela. E estamos gratos por autores e artigos inclusivos”.

O Daniel Radcliffe, que interpretou a personagem de Harry Potter, também contestou as declarações da autora. “Mulheres transgénero são mulheres”, escreveu no The Trevor Project, um site de prevenção do suicídio entre a comunidade LGBT. “Qualquer declaração contrária apaga a identidade e a dignidade das pessoas transgénero.”

No mesmo texto, lamenta ainda que estes comentários possam “manchar” a mensagem que é transmitida pela história de Harry Potter. “Se estes livros te ensinaram que o amor é a força mais forte do universo… que ideias dogmáticas de pureza conduzem à opressão de grupos vulneráveis; se acreditas que uma determinada personagem é trans, não binária, ou livre de género, ou que são homossexuais ou bissexuais; se encontraste algo nestas histórias que fez eco em ti e te ajudou em qualquer momento da tua vida — então isso é entre ti e o livro que leste, e é sagrado.”

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