Presidente de Junta de Lago de saída após 12 anos à frente da freguesia

Uma ecovia. Era o sonho do presidente da Junta de Lago para o último mandato. A pouco mais de um ano do fim de 12 à frente dos destinos da freguesia, Delfim Rodrigues, lamenta não ter concretizado o seu sonho. “Ficou pela freguesia ao lado” referiu-se ao projeto da CIM-Cávado que, para já, ‘acabou’ em Soutelo.

“Amares tem a sua maior riqueza que são dois rios e lamenta-se que, praticamente, não tenha uma ecovia aproveitando as margens que são de uma beleza que chamariam muita gente ao concelho”, refere o autarca.

“Sempre houve essa expetativa porque se fizeram mediações, reuniões com técnicos e proprietários e chegamos ao final do mandato e tudo continua praticamente igual”. Até porque do lado do Cávado já está instalado o saneamento e “podia-se ter aproveitado para fazer a obra”.

No entanto e apesar deste lamento, Delfim Rodrigues considera que estes últimos quatro anos estão a “correr às mil maravilhas” porque “acabamos o mandato com todas as promessas cumpridas”. O alargamento do cemitério e a construção de um espaço multiusos estão a avançar e o alargamento da Rua do Moinho Velho irá avançar até ao final do mandato.

A valorização da entrada da freguesia na Ponte do Bico, outra das promessas eleitorais, precisa do apoio da Câmara e das Infraestruturas de Portugal para avançar.

Alargamento do cemitério

Com a cedência de terreno por parte de um privado, empresário na freguesia, a junta conseguiu avançar com o alargamento do cemitério. Serão mais 100 sepulturas e quatro jazigos: “para evitar a atual situação com algum desordenamento, optamos por colocar uma estrutura em betão que irá permitir que todas as sepulturas fiquem alinhadas”.

Duas oliveiras vão ser plantadas para criar espaços de sombra. O presidente da Junta está convencido que “com este alargamento teremos cemitério para mais 50 anos” e caso seja necessário, “está apalavrado com o mesmo benfeitor a possibilidade de cedência de um pouco mais de terreno”.

Espaço multiusos

Depois de uma permuta de terrenos com a paróquia local, a junta avançou para a construção de um espaço multiusos nas imediações da igreja. “Queríamos que fosse mais do que uma capela mortuária e o espaço pudesse ser usado para reuniões ou outras sessões”, revela Delfim Rodrigues.

Com capacidade para 60 pessoas sentadas, o espaço ainda não foi inaugurado por causa da pandemia. O presidente da junta aponta, agora, o dia 11 de novembro, dia de S. Martinho como a data prevista de inauguração.

O alargamento da rua da Ribeira está a ser realizada em duas fases, sendo que a segunda parte ficará para o próximo ano. Continuará em calçada portuguesa e será perfilada em toda a sua extensão.

Eventos suspensos

O Lago em Flor, o Lago Com Vida e as festas do Senhor da Saúde são três marcos festivos da freguesia. Todos adiados em 2020 por causa da pandemia. “Há todo o interesse em voltar a realizá-los no próximo ano”, refere Delfim Rodrigues, “caso as condições sanitárias o permitam”.

Pandemia que trouxe uma nova forma de funcionamento da própria junta: “estivemos sempre a trabalhar, mas o atendimento saiu prejudicado. Agora funciona às terças e aos sábados por marcação”. Para o autarca “ninguém se sentiu constrangido para trabalhar mesmo tendo alterado a sua vida. Os alunos sofreram mais, sobretudo, os que vão ter exames”.

Futuro

Delfim Rodrigues termina o mandato à frente dos destinos de Lago no próximo ano. Ainda sem querer falar abertamente da sucessão promete “estar atento” e “dedicar-se ao emprego e à família”.

“Ainda é muito cedo para falar de eleições” é a justificação para não querer abordar a sucessão. No entanto, pelos corredores da freguesia o nome da atual secretária, Lurdes Arantes, é um dos que aparece com mais frequência.

Depois de alguma crispação inicial com a oposição, “está tudo mais calmo, até porque eu sempre disse que gostava que toda a assembleia apresentasse sugestões e problemas, o que aconteceu”. Delfim Rodrigues lembra que “quando as diferenças de votação são grandes, remar contra a maré pode não ser a solução. E aqui em Lago, houve sempre trabalho construtivo, não é uma política de bota abaixo”.

Também a colaboração com a Câmara Municipal foi cordial: “é um relacionamento bom e, sobretudo, em termos de cedência de materiais não temos nada a apontar”.

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