Igreja em Tomar pode ter sido o ‘Vaticano’ dos Templários

O historiador Paulo Alexandre Loução diz que a Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar, pode ter sido uma espécie de ‘Vaticano’ da Ordem dos Templários.

A Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar, pode ter sido um local de grande importância para a Ordem dos Templários. O historiador Paulo Alexandre Loução diz mesmo que pode ter sido “o lugar mais importante para os Templários em Portugal”, equivalente ao Vaticano para os católicos.

A igreja foi mandada construir pelo cavaleiro Gualdim Pais, no século XIII, para servir de panteão da Ordem Templária, escreve o Diário de Notícias.

“Aqui se faziam rituais fúnebres e talvez rituais iniciáticos dos Templários“, explicou o historiador numa reportagem da BBC. Loução referiu, por exemplo, a Estrela de Cinco Pontas da igreja, que conduz à ideia de “elevação do espírito humano”.

“Na minha interpretação simboliza o regresso ao útero – a ideia de que o cavaleiro na sua iniciação regressa ao útero da terra para renascer espiritualmente”, acrescentou.

Os Templários foram uma ordem militar de Cavalaria, tendo sido fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista. O súbito desaparecimento da maior parte da infraestrutura europeia da Ordem deu origem a especulações e lendas que mantêm o nome dos Templários vivo até aos dias de hoje.

“Tomar torna-se o centro eclesiástico de todas as igrejas cristãs que se vão edificando além-mar e a igreja sede de todas essas igrejas é a Igreja de Santa Maria do Olival”, salientou o historiador. O próprio Infante Dom Henrique de Avis era um Templário, cujo papel foi determinante nos Descobrimentos.

ZAP //

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