Amares

Mais de oito milhões de euros são precisos para substituir a rede de abastecimento de água de Amares

Oito milhões de euros. É a estimativa, “por baixo”, do presidente da câmara de Amares para substituir a “obsoleta” rede de abastecimento de água do concelho. O assunto voltou à reunião de executivo trazido pelo vereador do PS que pediu “medidas no imediato” para fazer face à falta de água nas torneiras dos amarenses.

Pedro Costa considera que “para além das medidas, positivas, que o executivo tem planeadas realizar no início do próximo ano, é necessária uma resposta no imediato para fazer face a este problema”.

Manuel Moreira reconheceu que “o problema não é fácil. Volto a dizer que o nosso problema não é falta de água, é a dimensão da rede que não tem capacidade e está obsoleta”. O autarca voltou a referir-se ao projeto que irá ligar o reservatório da senhora da Paz às Cerdeirinhas, “está pronto e custa 500 mil euros” e irá “arrancar no início do ano”.

Também a negociação com a Agere para o ‘abastecimento’ de Lago e algumas habitações de Barreiros e Rendufe “está a ser negociado. Ainda não está definido se o abastecimento será pela ponte ou pela mini-hídrica e teremos nova reunião esta semana”.

Avançando com esta solução, a autarquia resolve dois problemas: cerca 700 famílias têm abastecimento assegurado pela Agere o que irá possibilitar ‘libertar’ mais água para o resto do concelho.

Oito milhões de euros

Manuel Moreira revelou que, “por baixo”, a requalificação de toda a rede aumentando a sua capacidade custará cerca de oito milhões de euros. “Por expensas próprias não temos condições de realizar a obra. Portanto, estamos a conversar com a APA para ver se abre uma linha de candidatura e aí poderemos juntar-nos a Vila Verde”.

Emanuel Magalhães, do movimento independente, voltou a saudar “a mudança de opinião” de Manuel Moreira e a propósito da proposta de abastecimento através da AGERE defendida pelo movimento esclareceu que “nunca se colocou que este abastecimento fosse definitivo. Apenas seria para utilizar em situações de emergência”.

Esta foi uma das preocupações levantadas por Pedro Costa: “tenho receio que uma situação de emergência passe a definitiva”, sugerindo que haja “um reforço da captação pelos próprios meios municipais”.

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