Empresa de Braga cria memorial ao trabalho infantil (com vídeo)

O empresário José Teixeira, CEO do Grupo DST, vai instituir um Memorial ao Trabalho Infantil, no seu Campus de Palmeira, em Braga, a fim de “não apagar a memória” de um flagelo que ainda afetou toda a sua geração.

Ao ‘Terras do Homem’ recordou ter “carregado tantas vezes pedra à mão, daqui para a calçada da Rua de Guadalupe, no centro da cidade de Braga, pois naquele tempo não havia máquinas, como as há agora”.

“Isso aconteceu quando éramos miúdos, eu não tinha carta de condução, era o meu irmão Joaquim que conduzia, nós carregávamos aqui a pedra à mão, eu vinha para aqui ajudar a carregar e lá também era à mão que descarregávamos a pedra”, explicou o empresário.

José Teixeira, em declarações exclusivas prestadas ao ‘Terras do Homem’ diz que “não se pode apagar a história, isto é como o com o Holocausto, tem de haver um elemento físico, hoje o Grupo DST tem um grande sucesso, mas é preciso saber de onde veio todo esse sucesso, ele veio da pedra, veio da dureza, há aqui uma história para contarmos aos nossos filhos, para perceberem que tudo isto aqui não caiu do céu, houve uma história para aqui chegar”.

“A Covid-19 é uma grande tempestade”

Entretanto, o engenheiro José Teixeira defende mais cultura e “loucura” para contornar a Covid-19, referindo ainda que “temos de sair para a loucura, ter alguns exageros, sair dos cânones do dia a dia, se não estaremos sempre presos à fealdade, a nossa imaginação fica bloqueada, mas a arte permite-nos a rotura completa com o ‘status-quo’, o que fazemos”.

 

José Teixeira, que falava à margem da apresentação da “Zénite”, a avioneta suspensa no ar, que “personifica o tempo de sonho”, no Campus Desportivo da DST, em Palmeira, Braga, referindo que “na pandemia apostei em dois programas, um de Regina Guimarães, de um projeto, em Serralves, a Leitura Furiosa, às Quintas, para a malta que está zangada com a leitura, bem como o que Filipa Leal tem no Campo Alegre e que é o ‘Aparece às Quintas’ onde se lê poesia, reforçando aquilo que fazíamos há muito tempo aqui na DST”.

“A Covid-19 é uma grande tempestade, como se costuma dizer, numa grande tempestade, as ovelhas juntam-se, pois elas não precisam de pastor, nem de cão, ora eu tinha as ovelhas juntas, disse então, vamos ler, porque no seio do Grupo DST leituras já são obrigatórias”.

O Grupo DST, cujo universo empresarial está sediado na Zona Industrial de Pitancinhos, freguesia de Palmeira, no concelho de Braga, tem mais de mil obras de arte em seu redor, destacando-se pelo envolvimento direto dos seus trabalhadores em ações culturais, como participação em peças de teatro e outras iniciativas artísticas, edição de livros e atribuição de prémios anuais de literatura, tendo o reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, assistido à abertura da exposição Protótipos Mecanismos de Ensaios, de Miguel Palma, na Galeria zetgallery, que se situa na Rua do Raio, no centro da cidade de Braga.

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