Hospital de Braga reinventa-se todos os dias para enfrentar Covid

O Hospital de Braga reinventa-se todos os dias, para enfrentar a pandemia Covid-19. Nunca deixou de ter a situação controlada, mesmo quando já teve mais do dobro dos doentes internados, que são, atualmente, 75, isto é, 43 em Enfermaria e 32 em Cuidados Intensivos.

Segundo constatou hoje o ‘Terras do Homem’, esses 75 internados significam que “se a mantém tendência de diminuição na Enfermaria, mas permanece elevada a taxa entre a Unidade de Cuidados Intensivos”, segundo fontes clínicas do principal hospital da região.

Desde há um ano que a segunda maior unidade hospitalar nortenha tem vindo a adaptar a sua estrutura e o seu sistema às deambulações da pandemia, numa procura constante para salvar vidas, o que se é verdade nem sempre é possível. Há situações quase “milagrosas”, ou melhor, casos em que no limite o esforço dos seus profissionais faz a diferença, como constatou o ‘Terras do Homem’, em contacto direto com as suas chamadas Alas Covid-19.

A enfermeira-chefe Isabel Souto Silva, dos Cuidados Intensivos Covid-19, é bem espelho do estado de espírito que norteia as fileiras dos profissionais do Hospital de Braga: “todos os dias, nós vamos ajustando as nossas equipas, isso mesmo, ao dia, às vezes até ao turno, isto com muita gente vinda de fora, para além dos transferidos internamente, para acorrer à tipologia de doentes que vamos recebendo”.

“Penso estarmos numa fase decrescente da pandemia, a situação é encarada com otimismo, possivelmente daqui a dois meses estaremos já muito melhores, assim o esperamos, pelo que esperamos ter um verão mais ou menos sereno”, segundo afirmou Isabel Souto Silva.

Já na Enfermaria, Alexandra Silva, enfermeira recentemente integrada na profissão, destacou ao ‘Terras do Homem’ “constituir um desafio permanente e uma grande exigência este trabalho quotidiano, mas é gratificante, pois se infelizmente temos maus desfechos e muitos maus desfechos, por outro lado também temos muitos aqui bons sucessos, graças a Deus, o que é para nós uma vitória, motivo de grande alegria, sempre que há uma alta”.

“É difícil gerir estas emoções todas, vivemos esses momentos no dia a dia, uma vez que os doentes têm medo, pressentem a morte, valendo-nos também apoio de uma psicóloga, para além dos cuidados de enfermagem muitos presenciais” acrescentou Alexandra Silva.

Mas o trabalho gigantesco da equipa hospitalar inclui imensas valências, como é o caso da Central de Esterilização, mas também a limpeza permanente dos espaços, o apoio dos setores logísticos e toda uma retaguarda sólida, sem a qual o “pessoal da linha da frente” não poderia executar as suas tarefas.

Equipas que diariamente combatem à pandemia do século, não descurando as consultas e exames, tratamentos diferenciados e as situações inopinadas que vão desaguar aos Serviços de Urgência e à Sala de Emergência do Hospital Central de Braga.

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