Oikos vai entregar kits de emergência a 15.750 pessoas em Moçambique com apoio do Governo Português

Serão melhoradas as condições básicas de sobrevivência das pessoas deslocadas pelo conflito em Palma, distribuindo bens de primeira necessidade ao nível da segurança alimentar, higiene, abrigo e proteção.

Este apoio decorre da ativação do Instrumento de Resposta Rápida para Ações de Emergência, pelo Governo Português, através do Camões, I.P., que vai reforçar o apoio no país face ao agravamento da situação humanitária que se vive no Norte de Moçambique.

A resposta de emergência da Organização Não Governamental (ONG) portuguesa Oikos vai melhorar as condições das famílias deslocadas pelo conflito em Palma, tanto nos centros de acolhimento temporário instalados no distrito de Montepuez como nas famílias de acolhimento onde estão a ser integradas, que recebem 5 a 6 pessoas a mais no seu agregado, colmatando necessidades imediatas básicas e aliviando a pressão sobre as populações locais.

“A prioridade da nossa ajuda serão famílias vulneráveis chefiadas por mulheres e idosos com órfãos e crianças. Há um risco de conflito eminente com as comunidades locais, que sentem a pressão da escassez de recursos e por isso é importante apoiar tanto os Centros de Acolhimento quanto as comunidades com Famílias de Acolhimento, também elas muito pobres e sem reservas de bens ou alimentos.” Ricardo Domingos, Diretor de Operações da Oikos.

A ação contempla:
• Entrega de materiais higiene pessoal, incluindo o apoio a meninas e mulheres com a higiene íntima, como capulanas, sabão e sabonete, roupa interior, detergentes, absorventes higiénicos, baldes com tampa e torneira.
• Apoio de reforço a abrigo em família com mantas, roupas básicas, capulanas, esteiras, baldes de armazenamento, bacias.
• Entrega de materiais de cozinha que permitam as pessoas cozinhar e ficar menos dependentes de ajuda como panelas, talheres, pratos, placas de aço inoxidável, embalagens, jarros.

Além da distribuição de bens serão realizas com a população ações de informação em saúde e higiene e ainda de sensibilização sobre a proteção/abuso de crianças, nomeadamente a violência baseada em género.

Esta intervenção de ajuda humanitária imediata decorrerá nos próximos 3 meses, com um custo total de 142.549 euros.

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