“Agradeço ao Chega o facto de me ter convidado porque me deu a oportunidade que nenhum outro partido deu”

José Manuel Faria vai incorporar a candidatura do Chega à câmara de Amares. Um convite feito pelo próprio partido, “eu não escolhi o Chega, mas foi o Chega que me escolheu a mim”, que espera venha a acabar com a eleição para presidente da câmara. Sem listas próprias nas freguesias, o candidato define-se como “um homem de trabalho, que não se esconde dos problemas, que ajudo a resolver, que sou frontal e, embora às vezes ‘durinho’, mas sou verdadeiro”.

Que motivações estão por detrás da candidatura?
A maior de todas as motivações é o facto de sentir que, ao longo dos anos, têm sido praticadas políticas no concelho de Amares, que em nada têm contribuído para o futuro, ou seja, nada tem sido feito, estruturalmente, que prepare o nosso concelho para o futuro e para novos desafios, que cada vez são mais aliciantes e que continuam a passar ao lado e a ser uma constante perda de oportunidades.
Outra das motivações é contribuir para “agarrar” todas as oportunidades que o quadro 2030, através do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) nos pode trazer, mas que, antes de mais, nos obriga a criar condições no concelho fundamentais, como lutar urgentemente para que seja um concelho de Baixa Densidade, para permitir aprovação de projectos com vantagens de vária ordem e criar locais de desenvolvimento empresarial, para conseguir atrair investimentos para criação de riqueza e emprego.

O que o levou a escolher o Chega, sendo que em anteriores eleições apoiou outros partidos?
Em primeiro lugar tenho a dizer que eu não escolhi o CHEGA, mas foi o Chega que me escolheu a mim e, em segundo lugar, diz, e bem, que nas anteriores eleições apoiei outros partidos, como todos os cidadãos portugueses, porque o Chega há quatro anos não fazia parte do quadro político nacional.
Mas, já que falou nisso, quero acrescentar que agradeço ao Chega o facto de me ter convidado porque me deu a oportunidade, que nenhum outro partido deu, para, como amarense, como cidadão interessado e atento à vida social e política do concelho, com um conhecimento muito grande do concelho e conhecido de uma boa parte das pessoas do concelho e conhecendo as lacunas que têm afetado o desenvolvimento e sei as necessidades e os anseios dos amarenses, o que me permite que assuma esta candidatura, encarando-a como o cumprimento de um dever cívico e uma inteira disponibilidade para ajudar o concelho a inverter esta situação de estagnação e tomar um novo rumo.

O facto de se associar o Chega ao radicalismo, pode prejudicar a candidatura?
Como já expliquei lidero uma candidatura apoiada pelo partido Chega mas, a exemplo dos outros candidatos, que estão todos completamente “desalojados” dos seus partidos, não irei defender ideologias partidárias mas um projecto autárquico que se concentre única e exclusivamente no concelho de Amares e nas suas pessoas, criando uma forma diferenciada de fazer política, olhando para o concelho com uma filosofia de projecção futura, empreendedor e moderno e que faça acreditar, principalmente, a juventude que podem acreditar que o seu futuro será em Amares.

Quais são as principais áreas da sua campanha?
O programa que elaborei para esta candidatura, será oportunamente tornado público, mas posso adiantar que se baseará em áreas fundamentais, como: a modernização e reorganização dos serviços, criando eficácia maior proximidade e mais qualificação e competências e apoio aos agentes económicos, Juntas de freguesia e Instituições; o desenvolvimento do território, através de estratégias e parcerias que incentivem o investimento, com actividades sustentáveis, para a criação de emprego e fixação dos jovens; a qualidade de vida e ambiente, promovendo um aproveitamento dos recursos naturais, mas, essencialmente, preservando a qualidade de vida dos cidadãos, evitando os atropelos urbanísticos, que contribuem para desvalorizar o património das pessoas, e contribuem para a falta de sossego e seguranças das mesmas; assegurar a distribuição de água a todos os munícipes; uma recolha dos resíduos sólidos mais acentuada e eficaz; a promoção e o apoio ao turismo, promovendo, entre outras coisas, parcerias com os empresários locais (produtores, restauração e alojamento); criar rotas do património; eventos temáticos, etc.; e maior apoio ao ensino profissional e expansão do ensino superior e um olhar diferente e justo para as escolas que, além do serviço de excelência prestado pelos seus profissionais, principalmente nos tempos de pandemia, durante o qual tiveram de se adaptar a uma realidade completamente diferente; com os alunos a darem uma resposta exemplar, muitos reconhecidos pelo mérito e destaque evidenciado, com atribuição de prémios, continua a escola a ser desprezada pelos políticos que apenas, se interessam por este problema, para aparecerem a entregar diplomas ou medalhas, sabendo que nada contribuem para o sucesso escolar.
Queremos uma escola mais inclusiva e que tenha a atenção devida, no que respeita aos acessos, à segurança e à sua renovação arquitetónica e ainda uma maior coesão social, com uma interacção maior e de mais qualidade e consciência com as escolas; maior articulação com todas as áreas de ensino; jardins de infância e primeiro ciclo; com a saúde e assistência social; com o desporto e juventude; promoção económica e social e segurança e protecção civil. Todos estes pontos estão esclarecidos no programa eleitoral.

O que pode o povo amarense esperar do José Manuel Faria?
Os amarenses, na sua maioria, sabem que sou uma pessoa do concelho, sempre fiz o meu dia a dia em contacto com a população de Amares, num serviço público de proximidade, conhecem-me o suficiente para saber que sou um homem de trabalho, que não se esconde dos problemas, que ajudo a resolver, que sou frontal e, embora às vezes “durinho”, mas sou verdadeiro. Irão perceber que estou neste projecto com o coração, com vontade de continuar a servir, com vontade de interpretar uma mudança radical na forma de fazer política e que, para me propor a este projecto por Amares, numa situação de desvantagem em relação a outras forças, acredito muito que sou capaz, com a minha experiência, conhecimento, coragem e ambição, de construir um concelho melhor para todos e preparado para que a juventude deste concelho tenha lugar no sítio que mais querem, que é Amares e não sejam obrigados a sair e deixar para trás alguns sonhos que, alguns, no momento que vivemos, já começam a deixar. Quero ser uma nova esperança para os desafios futuros, que são muitos, que nos esperam.
Quero que os amarenses saibam que quero um “concelho de direitos”, no qual as pessoas exijam o que lhe é devido e não andem sempre de mão estendida, perante aqueles que os querem ver enfraquecidos com o intuito de os usar com mais facilidade.

Já está definida a lista para a Câmara? Quem o acompanha?
A lista para a Câmara Municipal será anunciada brevemente, em primeira mão, a todos os elementos que comigo têm trabalhado, e muito, para este projeto e refiro, desde já, que os desafiei a trabalhar, sem qualquer lugar na lista atribuído. Isto demonstra a disponibilidade e o desinteresse em lugares que este grupo de gente nova, ambiciosa, convicta e com muita coragem, têm demonstrado.

E para a Assembleia Municipal e freguesias?
Para a Assembleia Municipal o critério é o mesmo, e será anunciado um líder que estará em condições de, dentro dos arranjos políticos que é usual acontecer, poder ser escolhido como Presidente da Assembleia Municipal, pois reunirá todas as condições que o cargo exige.
Em relação às freguesias não teremos listas a qualquer freguesia por opção, Não ignoro que seria difícil, pois nem os partidos tradicionais têm em todas as freguesias mas, entendo que deveremos deixar as freguesias constituir os seus grupos fortes, para executarem um bom trabalho em cada freguesia, e daí partirem para uma exigência séria junto do Presidente da Câmara, porque eu defendo, e tenho tomado esse compromisso com as juntas que tenho falado e continuarei a falar, que quero as juntas exigentes e não de mão estendida na Câmara.

Como está a ser o trabalho nas freguesias tendo em conta que o partido é novo?
Temos desenvolvido reuniões com diversas juntas de freguesias e iremos continuar a fazê-lo, como também faremos com as empresas e as várias Instituições do concelho, para apresentar a nossa candidatura, quer nas razões da sua existência quer nos propósitos da mesma. Temos sido muito bem recebidos e as conversas têm sido muito positivas e indicam claramente que estamos no caminho certo.

A personalização da campanha no “André Ventura” não pode ser prejudicial para o candidato local?
Já respondi que, com todo o respeito pelo Dr. André Ventura, esta campanha será um projecto do concelho, liderado por uma pessoa estreitamente ligada ao concelho, com as qualidades e defeitos praticamente conhecidos de todos, e que se dirige às pessoas de Amares, com uma disponibilidade muito sentimental entre mim e a população de Amares.

O que considera ser um bom resultado?
Estou, juntamente com a minha equipa a trabalhar para ser o próximo Presidente da Câmara Municipal de Amares. Como acredito no trabalho que está a ser feito, na nova era que propomos para o concelho, na forma diferenciada como nos propomos a fazer política, na forma desinteressada como estamos no projecto, penso que iremos ser merecedores da confiança e esperança do povo Amarense. Eu estou mesmo pronto para ajudar e podem contar comigo. Eu tenho a certeza que vou ter a confiança do povo amarense, porque nos conhecemos e sabemos da lealdade que nos identifica.

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