Aves marinhas têm asas pretas para voarem durante mais tempo

Um novo estudo sugere que as várias espécies de aves marinhas existentes evoluíram a cor escura das asas para conseguirem voar o maior tempo possível.

Cientistas da Belgium’s Ghent University, do Von Karman Institute for Fluid Dynamics, da Katholieke Universiteit Leuven, do Royal Belgian Institute for Natural Sciences e da Illinois-based Northwestern University descobriram que as asas negras das aves marinhas lhes permitem voar durante mais tempo.

Segundo o New Atlas, os cientistas colocaram vários tipos de aves marinhas num túnel de vento e aqueceram as suas asas pretas através de aquecimento radioativo, para reproduzir o aquecimento natural do Sol.

Os resultados permitiram descobrir que quanto mais quentes estivessem as penas, melhor seria a eficiência de voo das aves. No fundo, isto significa que a capacidade de os animais deslizarem sem uma perda substancial de altitude melhorou até 20%.

Este novo estudo, publicado a 7 de julho no Journal of the Royal Society, apoia pesquisas anteriores, que mostraram que o aquecimento de um aerofólio aumenta a sua relação de elevação/deslocamento. Quanto maior for essa relação, mais eficiente é um avião – ou uma ave – durante o voo.

Ao longo do tempo, as quantidades crescentes de melanina nas asas das aves marinhas “seguiram uma trajetória evolutiva” semelhante à de outras características associadas a uma melhor eficiência de voo.

“Estas descobertas podem também servir de guia para inovações de inspiração biológica no espaço aéreo e na aviação, especialmente em regimes de baixa velocidade”, escreveram os investigadores.

ZAP //

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