Tribunal de Contas autoriza aquisição das termas de Caldelas em Amares

O Tribunal de Contas deu o aval positivo ao empréstimo bancário, por parte da câmara de Amares, para comprar as Termas de Caldelas. O presidente da câmara de Amares confirmou ao ‘Terras do Homem’, a receção da notificação do Tribunal. O valor em causa são 1,1 milhões de euros que serão utilizados na aquisição de todo o complexo termal com exceção do hotel.

Manuel Moreira revelou que, “os advogados da câmara e das termas vão se reunir, muito em breve, para se analisar os termos formais que irão permitir a escritura da transferência dos imóveis”. O autarca está convencido que, em setembro, o negócio estará concluído.

“O protocolo para comprar os imóveis das Termas de Caldelas com exceção do Hotel já havido sido aprovado em reunião de câmara. Ficaremos com a concessão da água e com a fisioterapia que continua a funcionar”. Para além das Termas propriamente ditas, o antigo teatro, também, faz parte do negócio.

Dois caminhos no futuro
Manuel Moreira revelou, ainda, que há duas soluções depois do negócio ser concretizado. Ou a câmara assume a gestão e exploração das termas ou faz a concessão a uma empresa externa. “É um assunto que está em aberto e que iremos discutir nos próximos tempos”. Tanto o presidente como o vice-presidente já visitaram outras termas no país com os dois modelos de negócio para perceberam os prós e os contras.

Segundo o autarca, há outra questão que precisa de ser analisada e que se prende com os atuais funcionários da empresa. “Uma coisa é certa a empresa terá que os despedir a todos para depois os podermos contratar através de um concurso”, adianta Manuel Moreira. São 23 pessoas em causa, três delas ligadas ao Hotel.

São necessárias obras
Sem esconder nada referente ao negócio, o presidente da câmara reconhece que “é necessário transformar radicalmente as termas. É preciso criar uma nova dinâmica porque estão ultrapassadas”.

As obras necessárias custarão outro tanto, isto é, cerca de um milhão de euros. “Precisamos intervir, modernizar, tornar as termas num ponto de alavancagem da economia de Caldelas e de Amares”.

A concessão, caso seja a solução adotada, terá que ter estes pressupostos na sua base: “assumir o empréstimo que a câmara irá pedir e realizar as obras necessárias para tornar as Termas uma referência”. Duas ‘obrigações’ que a autarquia não irá abdicar nas conversas com potenciais interessados.

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