China tem um novo superporta-aviões capaz de rivalizar com os norte-americanos

Este é o terceiro porta-aviões chinês, mas apenas o segundo produzido internamente. Os anteriores foram equipados com tecnologia soviética, que muitos especialistas davam como “datada”.

Um novo porta-aviões chinês com tecnologia quase equiparável à utilizada pelos Estados Unidos nos seus dispositivos pode ser lançado já em fevereiro do próximo ano, de acordo com as imagens de satélite detetadas por um think tank baseado em Washington. Nessas mesmas imagens, o porta-aviões, conhecido atualmente apenas como Type 003, pode ser visto já numa fase tardia da sua produção, no porto de Jiangnan, em Shangai.

De acordo com a CNN, a instalação de alguns dos principais componentes, internos e externos, tais como os motores ou o sistema de lançamento, parece estar já concluída. Apenas partes adicionais, como o radar ou sistema balístico parecem estar por concluir antes de a embarcação ser lançada para o Rio Yangtze, avaliam os especialistas.

De acordo com a informação disponível e o progresso observado, estima-se que o Type 003 possa estar pronto a utilizar no espaço de seis meses. Assim que estiver pronto, será o terceiro porta-aviões chinês e o segundo a ser produzido internamente.

Ao contrário dos seus irmãos mais novos, o Type 003 terá incluído sistemas de lançamento de aeronaves mais avançados, assim como outras tecnologias que são equiparadas às usadas pelos Estados Unidos.

Desta forma, a China será capaz de lançar uma grande variedade aeronaves, de forma mais rápida, mais eficiente e com mais munições.

Matthew Funaiole, investigador no CSIS’s China Project, explicou à CNN que o Type 003 constitui “a primeira incursão dos militares chineses num porta aviões moderno”.

“Este é um significativo passo em frente. Eles comprometeram-se a construir um programa de porta-aviões e continuam a ultrapassar as barreiras no que podem fazer.”

Desta forma, a China tem agora uma das maiores forças navais do mundo, com os porta-aviões a afirmarem-se como os principais navios da frota — tal como acontece com as outras grandes potências.

Estes são autênticas bases aéreas móveis, as quais permitem o destacamento rápido e a longo prazo de aeronaves e armas para cenários de combate.

No entanto, o seu valor está longe de se cingir à capacidade militar. O novo dispositivo acarreta também prestígio diplomático e o que os especialistas denominam de “poder de projeção”.

“A China quer ter uma marinha de classe mundial. Quer alertar o mundo de que tem uma marinha de classe mundial e está a tentar convencer as restantes nações do seu continente mas também em todo mundo que está equiparada aos Estados Unidos neste ramo. E o símbolo máximo dos Estados Unidos no que respeita ao poder naval internacional reside nos seus porta aviões”, explica o mesmo investigador.

ZAP //

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