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Revista ´Bracara Augusta´ é um ´produto cultural de excelência´ da cidade

Decorreu na Biblioteca Pública de Braga, o lançamento do Volume LXXI, N.º 131(144) da Revista “Bracara Augusta”, relativo ao ano 2023.

Durante a sessão, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, sublinhou que esta publicação é um ´produto cultural de excelência´ que, tal como a Cidade, mantém as ´portas abertas´. “Queremos que mais investigadores possam dar o seu contributo para enriquecer este espólio, permitindo manter a cadência da revista ou tornando-a ainda mais regular”, afirmou, apontando a digitalização como um caminho para facilitar a submissão de artigos originais que possam explorar novos aspectos da nossa história e vida em comum.

Como afirmou o Edil, a longevidade desta publicação deve-se ao seu público interessado e fiel, tendo a capacidade de atravessar gerações. “Trata-se de um produto sempre apetecível e que muito valorizamos porque é bastante rico, contendo artigos de grande qualidade e muito diversos entre si, mas que mantém como ponto comum a evocação da história, do património e das circunstâncias da vida da cidade de Braga”, sublinhou.

O novo número apresenta um artigo sobre “Braga e a Mudança liberal”, da autoria de José de Sepúlveda Macedo. No artigo “Sobre a designação ‘capela’ dos Monges”, de Eduardo Pires Oliveira, explica o autor a origem da expressão “capela dos Monges” dada ao belíssimo espaço existente no edifício da basílica dos Congregados, da autoria de André Soares.

O estudo “Os (carto)grafismos de um manuscrito setecentista de memórias: notícias íntimas do Teatro da Guerra” tem como autores os professores universitários Miguel Sopas de Melo Bandeira, Ana Maria Macedo e Mário Gonçalves Fernandes.

De João M. Fernandes está presente o artigo “O primeiro jogo oficial de futebol de âmbito nacional do Sporting Clube de Braga”, que se realizou em junho de 1923. O artigo de Maria Teresa Fragata, sobrinha do Padre Júlio Fragata, permite perceber a maneira de filosofar através do diálogo sereno e arguto, método que vem, aliás, desde as origens gregas da filosofia.

Por ocasião dos 110 anos dos primeiros contatos da Confraria do Bom Jesus com Raul Lino, escreve José Carlos Gonçalves Peixoto sobre a obra que o grande arquiteto português, um dos mais importantes do século XX, deixou no Bom Jesus do Monte, entre 1913 e 1936.

A publicação pode ser adquirida no Balcão Único de Braga e no Posto de Turismo a partir do final do presente mês, assim como nas diversas livrarias do Concelho.

Refira-se que a primeira série, de 1935 a 1945 (fascículos 1 a 11) publicou-se sob a direção de J. Constantino Ribeiro Coelho, com o título de Boletim do Arquivo Municipal.

A segunda série, 1949 (fascículos 12 a 13), já na presidência de António Maria Santos da Cunha, e enquadrada num vasto programa de política cultural, sob a direcão de Sérgio da Silva Pinto e de J. Constantino Ribeiro Coelho, apareceu com a denominação de Braga – Boletim do Arquivo Municipal.

Estas duas séries formam o 1.ºVolume do órgão cultural camarário. A terceira série é constituída pela Revista Cultural Bracara Augusta, hoje sob a direção de Luís Alexandre Cabral da Silva Pereira, a quem o presidente da Câmara Municipal de Braga fez questão de deixar uma palavra de agradecimento durante a cerimónia. Atualmente, a Bracara Augusta é considerada uma das revistas culturais mais antigas e conceituadas do país.

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