Vinte e dois crimes contra o património foram registados pela GNR do Gerês entre 01 de janeiro e 31 de julho. A informação oficial destaca que “13 foram por furto em veículo motorizado, dos quais 11 foram registados na freguesia de Vilar da Veiga”.
Em resposta ao ‘Terras do Homem’, a GNR acrescenta, ainda que “no período homólogo de 2019, foram registados 17 crimes contra o património, destacando-se seis por furto em residência/anexo, dos quais dois foram registados na freguesia de Vilar de Veiga. Importa referir que o Posto Territorial do Gerês está a funcionar em pleno, estando aberto 24 horas por dia”.
O presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, denunciou ao ‘Terras do Homem’ uma vaga de assaltos na zona envolvente da vila termal do Gerês. O autarca já pediu reforços policiais ao Comando da GNR, só que tudo continua na mesma.
Manuel Tibo não tem problemas em afirmar que “a onda de assaltos”, sobretudo furtos qualificados em residências e estabelecimentos comerciais, especialmente durante a noite, “é a maior de sempre e não há memória de tal na região”.
Uma questão diferente é a colocação de segurança privada na Praia do Alqueirão, considerada ilegal pela PSP: “não tem a ver com a onda de assaltos, mas para fazer cumprir as regras sanitárias da Covid-19 e por isso, vai continuar até 31 de agosto”.
Um comunicado da Direção Nacional da PSP, dava conta que “constatado que os seguranças privados tinham a responsabilidade de vigiar todo o espaço da praia fluvial, controlavam da lotação da mesma e em caso de necessidade promoviam a chamada para as forças de segurança, o que tratando-se de local de acesso público e sem qualquer reserva de acesso com delimitação física, esta forma de prestação de serviço é, segundo o regime legal, passível de confundir a sua ação, com a atividade” que é própria “das forças de segurança”.
Manuel Tibo reuniu com a GNR há cerca de dois meses, encontro tripartido com responsáveis do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e “foi-nos dito que estavam à espera da vinda de mais agentes da GNR para poderem corresponder ao grande afluxo nas épocas balneares que este ano é muito maior, devido à pandemia, mas ainda não vimos nada”.
O autarca destacou que “especialmente aos fins de semana tem havido algum reforço, por parte da GNR, especialmente com a regularização do trânsito contra o estacionamento abusivo, mas são medidas pontuais, que não resolvem a falta de segurança na Vila do Gerês”.
Problemas reais que Manuel Tibo, “como presidente da autarquia e responsável pela proteção civil nunca me demitirei das minhas obrigações, tenho sempre de encontrar alternativas”.
Problemas na Praia do Alqueirão
Os acidentes que vêm verificado, na Praia do Alqueirão acabaram assim por ir ao encontro das preocupações de Manuel Tibo. O autarca quer criar uma zona balnear com nadadores-salvadores, bem como a instalação de casas de banho e outro tipo de infraestruturas “essenciais para quem nos visita e merece ser bem recebido e tratado”.
Na vila termal do Gerês tem havido mais casos de crimes contra o património, mas nem sempre se traduzem em queixas apresentadas na GNR.
O portão do Posto está constantemente fechado, o que fonte oficiosa da Guarda Nacional Republicana de Braga confirmou ao ‘Terras do Homem’ ser verdade.
No entanto, esta versão é desmentida por fontes oficiais: “estão sempre, 24 horas por dia e sete dias por semana, militares para receberem as queixas e ainda todas as solicitações dos cidadãos, isto é, o Posto Territorial do Gerês nunca esteve encerrado”.
A verdade é que a onda de assaltos é uma situação recorrente. Recorde-se que em 2011, os assaltos a habitações desabitadas ou ocupadas só ao fim-de-semana eram constantes e foram reduzidos para dois terços muito por ação do cabo-chefe da GNR da altura, “muito experiente nesta matéria”.
Também o desmantelamento de grupos de traficantes de droga e de uma quadrilha na zona do Grande Porto, que assaltava automóveis enquanto os proprietários estavam nas cascatas foram outras realidades vividas no Gerês.
O autarca garante colaboração total com as forças de segurança e de socorro no concelho, incluindo todas as valências operacionais e logísticas da GNR, como sucede na Marina de Rio Caldo. E pede patrulhamento com meios equestres e uma Unidade Especial de Operações Subaquáticas da GNR, na Praia de Alqueirão.
