A Câmara de Amares vai aprovar, até ao final do ano, um subsídio extraordinário de cinco mil euros para os Bombeiros de Amares. O anúncio foi feito pelo vice-presidente da Câmara, que substituiu o presidente por se encontrar em isolamento profilático, depois de um pedido da oposição para “se enterrar o machado de guerra entre as duas entidades”.
O Vereador do PS, Pedro Costa, lançou o tema para cima da mesa da reunião do executivo. “É importante encerrar a querela entre a Câmara e a direção dos Bombeiros porque a Câmara deve estar aberta para todas as forças de segurança. de proteção civil e de saúde” e “nas atuais circunstâncias isto ainda é mais importante”.
Pedro Costa reconhece que “se calhar, nenhuma parte tem razão” e por isso, “têm que enterrar o machado de guerra”.
Isidro Araújo “não tem dúvidas que o presidente da Câmara tem apreço e gratidão pelo trabalho desenvolvido pelos bombeiros” e reconheceu que “a pandemia retirou orçamento aos bombeiros como retirou a outras instituições e está disponível para ajudar como tem feito até aqui”.
O Vice-presidente anunciou a atribuição de subsídio extraordinário de cinco mil euros até ao final do ano e explicou as duas principais questões que estão em cima da mesa.
Seguro
“Houve uma alteração legislativa e os acidentes de trabalho são tutelados pela empresa e os pessoais pelo Município. Fomos alertado pela seguradora que estávamos a pagar os dois e que isso era ilegal. O que fizemos foi comunicar à direção dos bombeiros dizendo que não podíamos pagar o seguro de acidentes de trabalho da forma como o que estávamos a fazer”.
Isidro Araújo acredita que “o presidente da Câmara esteja disponível para arranjar uma medida que pague o valor que deixou de ser pago, mas não é pela coação e vexame público, tal como tem sido tratado o presidente da câmara, que se vai lá”.
Empréstimo
Sobre o empréstimo, o vice-presidente esclareceu que “a autarquia não pode sob o ponto de vista legal ser avalizador de um empréstimo, apenas pode passar uma carta de conforto” e lembrou: “já tivemos outras instituições no concelho que passaram por momentos difíceis, fizeram empréstimos e depois a câmara tratou de encontrar mecanismos para resolver o problema”.
