Vila Verde

Vilela e PS trocam palavras ‘mais acesas’ por causa de recente caso envolvendo a justiça

O Partido Socialista de Vila Verde, através de Samuel Estrada e na Assembleia Municipal, comentou a condenação recente do presidente da autarquia e aproveitou para fazer um retrato do ‘status quo’ atual do concelho. Vilela ‘ignorou’ a sentença e preferiu responder com “imagem sempre negativa” que os socialistas têm do concelho.

Numa sessão realizada no salão nobre dos Bombeiros Voluntários, o ex-líder do PS de Vila Verde não foi meigo nas palavras: “a condenação é um sintoma de uma doença maior implantada há 26 anos no concelho. Um concelho capturado, sem ideário; um concelho que anda para trás e com um grande atraso em relação aos concelhos vizinhos”.

Para ele, o que ficou provado em tribunal é que “há fatos feitos à medida nos concursos públicos” considerando que a condenação fragiliza o autarca: “vai continuar no cargo?”, perguntou ainda.

Samuel Estrada lembrou os casos do IEMINHO, EPATV e outros, “são escândalos atrás de escândalos e não há um sobressalto cívico? É medo o que temos?” e acrescentou “não quero viver numa terra onde tenho que pertencer ao partido A ou B para ter emprego. Quero um concelho livre, que vá para lá do seu umbigo, do seu interesse pessoal”.

António Vilela
O presidente da câmara de Vila Verde devolveu na mesma moeda: “não posso concordar com a imagem sempre negativa que o PS transmite do concelho nem com a sua forma de atuação. Se conhecesse Vila Verde e os concelhos vizinhos não falava como fala nem desvalorizava o que temos de bom e temos muitas coisas boas”.

E deu exemplos: “em tempos de pandemia temos empresas a escolher Vila Verde para se instalarem”, oferecendo-se para promover uma visita ao concelho. O concelho é mais do que a estrada entre Vila Verde e Braga”.

Segundo o autarca “nunca vi uma atitude positiva do PS, tem um discurso sempre pela negativa” e voltou aos exemplos: “temos o melhor parque escolar do país e estamos a fazer aquilo que o governo devia fazer e não faz. Lembro que o PS votou contra a candidatura para a reformulação das escolas”.

Os 10 milhões de liquidez, a rede de saneamento e a requalificação das unidades de saúde do concelho foram outros exemplos dados pelo autarca que a propósito lembrou que “a tal falada variante é sempre metida na gaveta pelo PS” quando está no Governo.

Da Assembleia ficou ainda a aprovação de uma moção a ser enviada a várias entidades públicas, entre elas o presidente da república e o primeiro ministro, lamentando a exclusão de Vila Verde do Plano de Recuperação e Resiliência.

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