Nacional

Setor terciário perde quatro biliões/mês com o atual confinamento

O abrandamento da economia com o atual confinamento deverá provocar quebras de 4 biliões de euros mensais para os profissionais do setor terciário, quando se esperava que o primeiro semestre de 2021 se afirmasse essencial para a recuperação dos negócios que ficaram estagnados desde o início da pandemia, informa a Fixando, numa análise comparativa do desempenho do setor entre os dois confinamentos gerais.

Para Fixando, a maior plataforma nacional para a contratação de serviços locais, o segundo confinamento deverá registar perdas na ordem dos 35% face aos valores da realidade pré-pandemia, ainda assim, bem menores que as perdas de 89% durante os meses de Março e Abril de 2020.

Segundo a análise da empresa, a descida do preço médio de transação aliada à quebra na procura impedirão a necessária recuperação de um setor que se encontra, neste momento, muito fragilizado.

No entanto, a implementação de medidas de proteção individual, a recuperação da confiança dos consumidores e a adaptabilidade dos prestadores de serviços e empresas à nova realidade (através de modelos de negócio alternativos) terá capacidade para atenuar ligeiramente as consequências e impedir que o setor caia drasticamente como aconteceu num primeiro confinamento.

Excetua-se, contudo, o setor dos eventos, que num primeiro confinamento registou uma quebra superior a 85% que, num setor avaliado nos 900 milhões de euros pode representar quebras na ordem dos €765M, e que no segundo confinamento continua com uma quebra média mensal na ordem dos 80% sem sinais de recuperação futura.

Mantendo-se esta tendência negativa, diz a Fixando que o setor dos eventos poderá atingir perdas no valor de €890M e provocar o encerramento de diversas empresas, colocando em risco milhares de postos de trabalho.

Por isso os profissionais do setor anseiam por um possível alívio nas medidas a partir de maio, que pode provocar um crescimento de 69% na procura por serviços, e permitir, ainda que lentamente, entrar no segundo semestre do ano com alguma estabilidade, mesmo que alguns tenham encontrado alternativas para dar a volta a crise ao recorrerem ao trabalho remoto e ao digital.

As plataformas de contratação de serviços online e a prestação de serviços remotos têm sido, segundo a empresa, as duas fortes ferramentas durante o confinamento.

Por isso tem tomado várias iniciativas com vista a preparar os profissionais para uma realidade mais digital.

“Temos realizado inúmeros workshops e sessões de esclarecimento e temos, cada vez mais, vindo a apostar em ferramentas que permitam aos profissionais continuar a prestar os seus serviços mesmo num contexto pandémico, nomeadamente através da criação de um método de pagamento 100% digital, a criação de um selo de profissional seguro e da disponibilização de um calendário gratuito e online para ajudar na gestão de clientes dos profissionais”, explica Alice Nunes, diretoa de Desenvolvimento de Negócio da Fixando.

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