Amares

Boletim Cultural de Amares merece elogios de Henrique Barreto Nunes

A mais recente edição do Boletim Cultural de Amares mereceu o reconhecimento público de Henrique Barreto Nunes, durante décadas diretor da Biblioteca Pública de Braga. Este é um dos seis boletins municipais que ainda se publicam no Minho: para além de Amares, há publicações em Vila Nova de Famalicão, Braga, Esposende, Melgaço e Viana do Castelo.

“É sempre com grande alegria que tomo conhecimento da existência de uma nova revista cultural de iniciativa municipal, em especial quando acontece no Minho”, começa por referir numa publicação nas redes sociais.

Para Henrique Barreto Nunes estas publicação são importantes “para o conhecimento da História e Património Cultural e Natural locais, para a revelação de personagens marcantes ou mesmo para dar oportunidade à criação literária e artística de autores ligados ao concelho, para o reforço da identidade local, é o que acontece com este novo boletim cultural editado pela Câmara Municipal de Amares”.

Num comentário nas redes sociais elenca, depois, as múltiplas figuras abordadas na publicação “a começar em Francisco Sá de Miranda, passando por Agostinho Domingues, António Variações e Vergílio Alberto Vieira. Temas no âmbito do Património não faltam, desde o Mosteiro de Rendufe à Senhora da Abadia, da Torre de Dornelas à música em Rendufe (falta a arqueologia)”.

Iniciativas culturais no âmbito do concelho não são esquecidas. “O boletim transcende a campo local e debruça-se sobre outros temas e autores, contando com a colaboração de escritores como Nuno Júdice e Eugénio Lisboa. E com surpresa reencontrei aqui Cunha de Leiradella, minhoto com larga vivência brasileira que conheci como autor de policiais, mas que está muito ligado ao teatro. As artes plásticas igualmente merecem realce. Outros assuntos são abordados como os livros sobre o Holocausto, ‘contra o esquecimento’”, acrescenta.

Dando os parabéns ao município amarense pela iniciativa, Henrique Barreto Nunes espera “sinceramente que não soçobre como aconteceu com muitas outras”.

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