Terras de Bouro

Misericórdia de Vila Verde ajuda na criação de uma unidade de cuidados continuados em Terras de Bouro

A Câmara de Terras de Bouro quer transformar as antigas instalações da Cruz Vermelha numa unidade de cuidados continuados. Um projeto que, segundo revelou o presidente da autarquia, na Assembleia Municipal, conta com o apoio da Misericórdia de Vila Verde.

“Aproveitamos o know-how da Misericórdia da Vila Verde para desenvolver o projeto para o qual queremos apoio do Governo”, disse Manuel Tibo, numa sessão da Assembleia Municipal que mais pareceu uma aula de revisões da matéria dada. A unidade de cuidados continuados é uma “necessidade premente” de um concelho “envelhecido”.

O teleférico, a época balnear, a supressão de carreiras e a educação foram os temas que a oposição trouxe para a discussão. Manuel Sousa do Movimento Independente quis saber se há um plano para a época balnear que “se prevê venha a ter muita gente” e na qual “é preciso passar uma imagem de segurança”.

Também Filipe Mota Pires do PS lembrou que “as zonas turísticas vão receber muitos visitantes e nós não seremos exceção” E se “há uns que sabem e outros não terem comportamentos corretos, é necessário ter tudo planeado com alguma antecedência”. O socialista pediu ainda que o autarca falasse “com quem de direito e solicitar o reforço do contingente da GNR”.

Manuel Tibo respondeu que se “vai manter o programa Gerês 2021, haverá o reforço da proteção civil com uma equipa permanente dos bombeiros, uma colaboração mais estreita com a Cruz Vermelha e a contratação de vigilantes para a praia do Alqueirão”.

Quanto ao reforço dos efetivos da GNR, o autarca revelou a vinda para o Gerês, e ficarão instalados no terceiro piso do Centro Termal, que será requalificado para o efeito, de uma equipa de busca, resgate e salvamento da GNR com 16 elementos. “Esta é a terceira do país” e terá o apoio de três viaturas.
800 testes já foram entregues à ‘Gerês Viver Turismo’ para serem distribuídos pelos seus associados para que funcionários e não só possam ser testados.

Supressão de carreiras
Filipe Mota Pires quis saber mais pormenores sobre a supressão ao domingo da ligação entre Braga e o Gerês e vice-versa, em autocarro. “Acusam Lisboa de ser centralista, mas depois dão-se poderes às entidades regionais e suprimem-se autocarros”, acusou o socialista. Recorde-se que a rede de transportes é gerida pela CIM-Cávado. “É abrir um precedente que pode ser perigoso”.

Uma supressão que acontece no mês de abril “quando se começa a desconfinar e por isso, não faz sentido nenhum”, rematou Mota Pires. Segundo Manuel Tibo, “há autocarros de segunda a sábado entre Braga e o Gerês e vice-versa. No domingo não chegavam a meia dúzia de utilizadores”.

Com o desconfinamento gradual e a abertura das termas previstas para maio, “a linha de domingo entre Braga e o Gerês será reposta normalmente”.

Da ordem de trabalhos, fica a introdução de cinco projetos no PPI, com a rejeição de competências na área social (que mereceu a abstenção do PS) e um voto de pesar pelo falecimento de José Hilário Mendes.

Educação
Ricardo Gonçalves, do PS, trouxe o tema da educação para a berlinda. O deputado interrogou a vereadora da educação sobre o plano pensado para o regresso às aulas, “nomeadamente, sobre as estratégias para ajudar os alunos na recuperação de matérias”.

Numa intervenção longa, Ana Genoveva explicou tudo o que foi feito para que os 633 alunos, “um número preocupante”, conseguissem passar pela fase de confinamento com as melhores condições: “demos tablets, internet, refeições aos mais carenciados, procuramos soluções para zonas onde a ligação de internet é quase inexistente”.

Para a fase do desconfinamento, foram recuperados os transportes escolares e “o agrupamento já delineou uma estratégia para minimizar o ímpeto das aulas à distância. Deixo aqui a minha solidariedade e agradecimento para com os professores porque, por experiência própria, percebi que não é fácil dar aulas assim”.

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