Vila Verde

“Ser presidente de Junta foi o meu ‘mestrado político’, a minha especialização”

Reconhecendo que o processo que culminou na sua candidatura “não foi perfeito”, António Esquível diz que “há união à volta da minha candidatura”. Aos munícipes diz que “Vila Verde necessita de uma nova dinâmica, de um novo ritmo, de um novo empenho, de uma grande dedicação, e não menos importante, de capacidade política”.

Que motivações estiveram na base para aceitar encabeçar a candidatura do PS à câmara de Vila Verde?
A principal e única motivação da minha candidatura à Câmara Municipal de Vila Verde são os Vilaverdenses. Quero fazer de Vila Verde um Município diferente, fazer de Vila Verde um município melhor.
Tenho para mim que Vila Verde necessita de uma nova dinâmica, de um novo ritmo, de um novo empenho, de uma grande dedicação, e não menos importante, de capacidade política, para fazer melhor e concretizar os anseios e as diferentes necessidades dos Vilaverdenses.
Há com certeza muito para aprender, muitas barreiras para ultrapassar, mas vou contar com todos os que manifestem a vontade firme de ajudar, de ensinar, de alertar, de apoiar, e mesmo de criticar! No fundo, conto com todos aqueles que querem participar e contribuir para a evolução e o engrandecimento de Vila Verde.

Não podemos deixar de abordar todo o processo que culminou na sua candidatura. Como viu todo este ‘percurso’ do partido? Poderia ter sido evitado?
Não existem processos perfeitos. Foi público que existiram dentro da estrutura do Partido Socialista um conjunto de questões, que noutro momento conjuntural não teriam a repercussão e importância dada por alguns. Claro que podiam e deviam ser evitados, no entanto o que é importante é o momento atual, no qual garanto que existe uma união substancial em volta da minha candidatura, existe um projeto abraçado e defendido não apenas pelos Socialistas, mas também por uma larga maioria de Vilaverdenses.

Com outra forma de fazer as coisas, o PS poderia ter feito melhor nas equipas que escolheu e na apresentação de mais listas nas freguesias?
Apresentamos lista em 6 freguesias, tendo dirigentes e militantes diretamente envolvidas em muitas outras. Não existe qualquer condicionamento de quem quer que seja.
A competência foi um fator decisivo na escolha dos candidatos. Não podia ser de outra forma.
Como sabe é parte determinante do nosso programa autárquico, o compromisso de transferência real e efetiva de competências efetivas para as Juntas de Freguesia.
Assumimos, com os 12 anos de experiência, período em que fui Presidente da Junta de Freguesia de Cabanelas, convivendo com a governação municipal de outra cor política, a importância e o papel das Juntas de Freguesia junto das pessoas.
Connosco a política de proximidade será uma realidade. As pessoas estarão sempre em primeiro lugar, acima de tudo e de qualquer interesse político partidário.
É publica a enorme simpatia que nutrimos por determinados movimentos independentes, assim como pelo reconhecimento da enorme capacidade de determinados candidatos. Por isso limitamos com base no que consideramos ser o melhor para Vila Verde e para os Vilaverdenses, a constituição das listas candidatas às Juntas de Freguesia.

Foi até este mandato presidente da junta de Cabanelas. Acha que pode ser uma mais valia caso seja eleito? Porquê?
Tenho a certeza que sim. Ser presidente de Junta, contactar diretamente com as pessoas, compreender as suas realidades, ser o seu representante junto Município, foi aquilo que costumo apelidar do meu “mestrado político”, a minha especialização. Aprendi a ouvir, a interpretar as dificuldades, a fazer aquilo que um político deve e tem deve fazer, procurar as soluções para garantir o melhor para as suas pessoas.
Tenho noção que o conhecimento que desenvolvi na Junta de Freguesia e na Assembleia Municipal vão ser de uma importância vital para um melhor desempenho da minha função futura de presidente da Câmara Municipal de Vila Verde.

Como vê Vila Verde, atualmente?
Comecei esta entrevista a afirmar que Vila Verde necessita de uma nova dinâmica, de um novo ritmo, de um novo empenho, de uma grande dedicação, e não menos importante, de capacidade política, para fazer melhor e concretizar os anseios e as diferentes necessidades dos Vilaverdenses junto de todas as instâncias independentemente de quem sejam. Isso não acontece.
Atualmente Vila Verde é um concelho fechado em si mesmo, sem expressão para alem das suas fronteiras. Governado de e para dentro.
Verifica-se um comodismo, uma ausência de capacidade de fazer diferente, de captar ideias e conhecimento, de promover ideias e soluções. São demasiados anos de políticas opacas. Quando governamos tem de ser para todos e por todos, não apenas para alguns.
Este executivo, do qual faz parte desde há 8 anos a atual candidata do PSD, está ferido da sua essência. Tem demasiados vícios fruto de uma governação demasiado longa, não existe renovação, mas sim a intenção de perpetuação do poder. Esse é um fator extremamente negativo que temos e queremos contrariar a todo custo, daí o nosso Slogan de fazer melhor, fazer diferente.

Que ideias chave vai defender na campanha?
A principal é de dizer a verdade e de apresentar um projeto assente nas reais necessidades e anseios das pessoas de Vila Verde.
O nosso programa assenta em 4 eixos ou pilares, Capacitar, Captar, Integrar e Promover.
1. Capacitar através
– De dotar os Vilaverdenses de aptidões que lhes permitam preparar o presente e enfrentar o futuro de uma forma apta e confiante, através da aquisição de conhecimento;
– Da aprendizagem que potencie a recuperação e capacidade de enfrentar os desafios, dotando os empreendedores, agentes económicos de conhecimento e saber,
– Da dinamização de um Acelerador Digital, através do ensino aprimorado das novas tecnologias, de as colocar ao serviço do tecido produtivo, capaz de dotar as micro, pequenas e médias empresas do conhecimento que lhes permita crescer alem das fonteiras do nosso concelho;
– Do fomento de sinergias e acordos com o Instituto Politécnico e Universidade do Minho, trazendo para o nosso concelho, gabinetes de estudo, clusters de investigação e desenvolvimento académico

2. Captar Pessoas, Conhecimento e Investimento:
– Através da promoção de políticas públicas direcionadas para a criação de valor, de riqueza, como por exemplo o incremento da marca e dos produtos de Vila Verde.
– Criar Protocolos com a associações empresariais, para a criação e dinamização de um centro de apoio ao empresário, com principal incidência nos jovens;
– Desenvolvimento de estruturas dinâmicas com os agentes de educação locais, para o desenvolvimento de novos cursos profissionais. Posso dar o exemplo do Escola Profissional Amar Terra Verde, esquecida e tão maltratada pelo atual executivo. Acreditem, comigo será diferente.
– Fomento da indústria e comércio alicerçado nas marcas endógenas, com recurso à capacitação dos agentes locais
– Exercer pressão sobe os órgãos do Poder central para requalificação das variantes envolventes de Vila Verde.
– Repensar a circulação e rede de acessibilidades ao concelho é uma ação fundamental para o desenvolvimento económico-social do nosso Concelho
– Concluir a rede de saneamento e de abastecimento de água e torna-la uma realidade durante os 365 do ano.
– Investir numa melhor captação e tratamento dos resíduos sólidos, através da revisão da atual política municipal.

3. Integrar
– Os jovens em ações de proximidade, através do convite para que os mesmos desenvolvam, em parceria com a vereação, um plano de visão e ação jovem para o futuro de Vila Verde;
– Integrar as Juntas de Freguesias nas decisões-âncora do município através da atribuição de mais responsabilidades financeiras, dotando-as de um orçamento superior que lhes permita executar de uma forma real e efetiva uma da verdadeira política de proximidade.
– Através da transparência, dando a possibilidade a todos Os Vilaverdenses de serem conhecedores de atividade política do Município, transmitindo online, todas as assembleias municipais, tornando-as dessa forma a acessíveis a todos.
4. Promover
– Promover o município e os seus ativos para além das fronteiras do concelho, utilizando as marcas já criadas, desenvolvendo-as, acrescentando-lhe valor e visibilidade. Torna-las conhecidas, fortes.
– Criar um plano de comunicação integrado de Vila Verde, exportando-o para alem das fronteiras do Município.
– De promover um plano de sensibilização para o melhor tratamento individual dos resíduos produzidos por cada um.
– Os eventos como alavanca e variável fundamental de desenvolvimento e promoção do concelho e economia local, através da captação, criação e dinamização de ações e eventos, catalisadores de dinâmicas para Vila Verde, através de uma política de integração dos agentes da região, nomeadamente o Turismo do Porto e Norte de Portugal,
– Promover atividades culturais de e para todos. Romper com a estagnação.
Propomo-nos desenvolver um programa plural, que irá abranger todo o Município. O fomento do teatro, música, desporto e tradição como pólos de desenvolvimento e captação de mais valias diretas e indiretas para o concelho
– Promoção e aproveitamento dos espaços públicos, dos parques urbanos e jardins, infraestruturando e dando-lhes dinamismo através da implantação e realização periódica de ações publicas;
– Da Dinamização e promoção de conceitos assentes na sustentabilidade económico social do concelho,
– A Dinamização dos espaços verdes existentes, com apelo à prática regular de uma vida mais verde (saudável)
– Promover turisticamente o concelho, através da dinamização de políticas inclusiva, com nossos agentes económicos. Criação de roteiros e programas enogastronómicos bem como de produtos endógenos de desenvolvimento turístico de forma a cativar a visita e estada no concelho, através de acordos e programas a pensar e desenvolver com operadores locais e dos concelhos adjacentes

Como vai ser a campanha?
Vai ser uma campanha à minha imagem e com os princípios que acredito e defendo, assente na transparência, de todos e para todos, na objetividade e exequibilidade das propostas e acima de tudo, pensada para ser projetada entendida como a verdadeira solução de futuro para o governo do Município de Vila Verde.

O que podem os vilaverdenses esperar do António Esquível?
O meu compromisso com os Vilaverdenses está e estará sempre alicerçado no trabalho, na dedicação, no empenho e na lealdade.

Como vê o surgimento de candidaturas apelidadas de ‘mais extremistas’? Como se pode combater o fenómeno?
Com preocupação. São fenómenos que surgem e se revelam quando existe descontentamento nas forças democráticas.
Combata-se com a verdade, com a transparência, com o cumprimento na execução dos compromissos assumidos e acima de tudo integrando e respeitando as pessoas, de forma a dar resposta às suas reais necessidades e não como por exemplo se verifica em Vila Verde em que a preocupação deste executivo é circunscrita a um determinado número de pessoas e interesses.

Quais são os objetivos do PS para as eleições autárquicas?
Vencer as eleições e poder proporcionar aos Vilaverdenses a qualidade de vida que anseiam e merecem. Mostrar que juntos podemos e vamos fazer Melhor e Diferente. Queremos e vamos demonstrar que connosco o presente de Vila Verde tem Futuro!

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