Amares

Concurso para a requalificação da Ponte do Bôco que liga Amares a Vieira foi prorrogado

O prazo para o concurso público do projeto de execução de reabilitação estrutural da Ponte sobre o rio Cávado, na estrada municipal M595-1, conhecida como Ponte do Bôco, foi prorrogado por mais 15 dias.

Segundo foi possível apurar, a prorrogação não altera em nada a proposta inicial apenas dá a possibilidade do aparecimento de mais concorrentes. A ponte faz a ligação entre o lugar de Aldeia na freguesia de Parada de Bouro, concelho de Vieira do Minho, e o lugar de Dornas na freguesia de Santa Maria de Bouro, concelho de Amares.

Esta infraestrutura está encerrada ao trânsito há mais de um ano devido a questões de segurança, decorrente da sua degradação estrutural.

A intervenção prevista visa a reabilitação estrutural desta ponte, possibilitando que a mesma, após intervenção, permita a circulação sem qualquer tipo de restrição de peso.

A requalificação da Ponte do Bôco terá um custo de 429.970 mil euros, sendo suportado 50% do valor pelo Município de Vieira do Minho, e os restantes 50% pelo Município de Amares.

A intervenção na Ponte do Bôco é um anseio da comunidade dos dois concelhos.

António Cardoso, presidente do Município classifica a adjudicação da empreitada como “um momento muito importante para os dois concelhos, pois a obra vai resolver uma situação de acessibilidades, vital para a ligação entre as margens do Rio Cávado”.

Os trabalhos de beneficiação da travessia têm um prazo de execução de 270 dias, depois da adjudicação.
Para o presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, que curiosamente é natural da freguesia de Parada do Bouro, “sabíamos do incómodo para as populações, ao decidir o encerramento temporário da ponte que tão bem conheço. Essa situação estava a ser muito bem ponderada, por mim e pelo meu colega de Vieira do Minho, António Cardoso, que até é engenheiro civil”.

Ao ‘Terras do Homem’, Manuel Moreira salientou que “as populações de Bouro Santa Maria e de Parada de Bouro dão-se e deram-se sempre muito bem, tiveram ao longo dos tempos muita cumplicidade, fazem muita vida aqui para baixo, para Amares”, reconhecendo que “a obra já deveria estar feita há muito tempo, e por nós, já estaria pronta. Infelizmente neste país, com tantas burocracias, quando queremos fazer alguma coisa em prol da comunidade temos de andar a mendigar ‘ao tio ao tio’, foram reuniões que ambos tivemos em Lisboa, com diversas entidades ministeriais, mas agora seremos nós que colocaremos mãos à obra ao reabilitarmos uma ponte tão necessária”.

A Ponte do Bôco, ou de Parada, é ligeiramente mais antiga que a institucionalização da República Portuguesa, tendo sido construída já entre os anos de 1908 e 1909, até que no início da década de 1960, foi alvo de beneficiações, havendo, desde então, um projeto do Engenheiro Edgar Cardoso, onde as duas autarquias querem ir buscar alguns contributos.

Edgar Cardoso, um expert neste tipo de estruturas, conhecido mundialmente pela autoria e realização das Pontes da Arrábida e de São João, entre Porto e Vila Nova de Gaia, antes concebeu e concretizou as duas pontes do Rio Cávado, em Rio Caldo, uma ligando esta freguesia de Terras de Bouro à de Vilar da Veiga, enquanto a outra une a Ventosa já em Vieira do Minho.

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