Vila Verde

Guarda da GNR começou a ser julgado por ameaçar de morte três magistrados de Vila Verde

Um guarda da GNR está a ser julgado, em Braga, por ameaçar de morte três magistrados da Comarca de Vila Verde, uma
juíza e dois procuradores, intervieram numa condenação anterior, por incidentes, a tiro, na freguesia de Atiães, em Vila Verde.

O arguido, Carlos Pereira Lima, de 38 anos, que prestava serviço no Posto Territorial de Vila Verde da GNR, responde por um total de 66 acusações de crimes de perseguição e de difamação, ambos agravados, por ameaças de morte e insultos proferidos pessoalmente a através das redes sociais, a dois procuradores da República da Comarca de Vila Verde, Ana Isabel Peixoto e Nuno Filipe Ferreira, bem como à juíza Alda Sá Faustino.

Ameaças que foram extensivas às filhas da magistrada judicial, dizendo-se “injustiçado” pela condenação.

A psicóloga Sílvia Monteiro, que o acompanhava, ao aperceber-se das intenções cada vez mais insistentes do guarda da GNR, Carlos Pereira Lima, de molestar os três magistrados, derrogou o sigilo profissional e comunicando-lhes o perigo que corriam com o militar.

Nos últimos dias antes da detenção, em finais do mês de abril deste ano, após perseguir os três magistrados, no percurso entre o parque estacionamento e o acesso ao Palácio da Justiça de Vila Verde, passou a assistir a todos os julgamentos em que intervinham, ao mesmo tempo que exigia ao secretário judicial a retirada do fresco da sala de audiências, onde constam os Dez Mandamentos.

Na ótica do militar, um Estado Laico como Portugal não deveria ter motivos religiosos nos Tribunais, o que o levou a questionar aquele aspeto.

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