Está patente até 16 de abril a exposição individual de Juan Domingues “A outra máquina de fazer espanhóis”, na zet gallery, um conjunto de obras inéditas e originais produzidas, em 2021, para a ilustração da reedição do romance de Valter Hugo Mãe, publicado pela primeira vez em 2010.
Nesta exposição, com a curadoria de Helena Mendes Pereira, podem ser vistos dezenas de trabalhos, entre desenhos e pinturas, num equilíbrio entre o preto e branco e a cor, numa diversidade de formatos.
“Em “a outra máquina de fazer espanhóis” queremos refletir sobre o que significa ser velho. Sobre quais os quotidianos da velhice em pleno século XXI. Eutanásia: sim ou não e em que circunstâncias? Talvez tenha Valter Hugo Mãe antecipado uma realidade para a qual parece termos despertado em plena pandemia: para quem é velho, sê-lo significa, em muitos casos, ser um fardo; para quem não é, também. Mas será este o ponto de encontro único entre as diferentes gerações? Em 2021, o livro mereceu uma reedição e o nosso artista visual Juan Domingues foi convidado para produzir um conjunto de obras cuja reprodução ilustraria a reedição”, explica Helena Mendes Pereira, curadora da exposição.
Ao longo da exposição diferentes ações vão ser levadas a cabo, como entrevistas, vídeos, podcasts, ou ações de educação e mediação cultural, que valorizam, explicam e medeiam o universo cultural e artístico com os públicos.
“Hoje, é com profunda maravilha que assisto à gigante visão de Juan Domingues a partir do meu romance. O meu livro está mais que agigantado pela oportunidade de se tornar visual, está vivo. Saiu da palavra e é mais perto do físico, dessa ansiedade de estar para sempre”, regozija Valter Hugo Mãe.
