A Adega Cultural de Vila Verde está a ser transformada num espaço multiusos. No entanto, como explicou a presidente da câmara, na inauguração de uma escultura que homenageia o Deus Baco, “mesmo tendo deixado de produzir vinho, a adega cultural continuará a ser um espaço onde o vinho estará muito presente”.
O escultor Pedro Figueiredo criou uma obra de arte, maioritariamente em poliéster, que retrata “a minha linguagem como artista”, banhada com patine em bronze. Numa mão segura uma tigela em faiança que simboliza o ato de beber, na outra um cesto em vime lembrando a apanha da uva”.

“A escultura teve que ser enquadrada no espaço, que desde o início me agradou muito, e também na função que esse espaço irá ter”. Um QR Code permite ouvir todo o ciclo do vinho desde o pisar das uvas até ao deitar no copo.
A presidente da câmara não tem dúvidas que a escultura, “será mais um cartaz de visita do concelho”, indo ao encontro do tema da adega cultural, que recorde-se terá um museu do vinho e da vinha. Júlia Fernandes não descarta, no futuro, que o edifício possa acolher mais obras de arte.

A curadora do projeto, Helena Mendes Pereira explicou que o projeto desenvolvido através do MINHO-In, abrange os 24 municípios do Minho e, “nesta segunda fase, pretendeu trazer os artistas à região, identificando-se com as tradições, as memórias para a conceção dos seus trabalhos”.
