Amares

Câmara de Amares avança com medidas para poupança de energia

Um aumento de 1000% na fatura da luz de um mês para o outro, subida considerada pelo presidente da câmara como “incomportável”, levou o executivo municipal a aprovar uma série de medidas para poupar energia. E outras se seguirão. A verdade é que, muito em breve, uma imagem como a que ilustra esta notícia deixará ser possível.

O ar condicionado passa, no Verão, a ter uma programação para uma temperatura nunca inferior a 27 graus e no Inverno para uma temperatura superior a 19 graus. As portas e janelas, para o exterior, devem ficar fechadas quando o ar condicionado estiver ligado.

Os edifícios públicos vão desligar todas as luzes após as 22h00 quando estiverem desocupados. Nas escolas, e em todos os edifícios municipais, as salas vazias não devem ter luzes nem equipamentos ligados.

Estas são algumas das medidas aprovadas hoje, mas executivo e oposição querem ir mais longe. Igrejas, luzes de passeios, monumentos e luz pública vão também ser desligadas ou alvo de cortes.

A luz pública é aquela que merece maior atenção. Com mais de 8200 luminárias, a autarquia vai analisar com os presidentes de junta, os locais onde é possível desligar a luz a partir de determinada hora. Manuel Moreira deu o exemplo da Avenida de Santo António, “onde não será preciso que toda a iluminação esteja ligada ou a própria Praça do Comércio”.

Para o autarca, “este exemplo pode depois refletir-se nas próprias famílias e na poupança que podem fazer nas suas casas”.

A verdade é que o aumento de 1000% “não faz sentido e precisamos de medidas drásticas”. O vereador do PS, Pedro Costa, foi mais longe: “este é um problema estrutural que deverá ter uma intervenção do poder central porque corre-se o risco de as autarquias deixarem de pagar a eletricidade”.

Alertando para as freguesias mais rurais, “onde a luz pública ainda é um sinal de segurança”, Pedro Costa concorda que “é possível fazer ajustes ou mesmo desligar a luz em determinados locais”.

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