Vila Verde

Censos 2021: Parque habitacional de Vila Verde é ‘mais velho’ que nos outros dois concelhos

O concelho de Vila Verde não fugiu muito à regra de perda de população (-1444 pessoas em 11 anos) nem nas características das suas gentes. Os casais com filhos e sem filhos diminuíram, mas as uniões de facto sem e com filhos bem como as mães com filhos aumentaram nesta década.

A população tem uma idade média entre os 40 e os 49 anos (7230), seguida de pessoas com 50-59 anos (6565) e 60 a 69 anos (5637). Com mais de 90 anos há 594 pessoas, sobretudo mulheres. Até aos 19 anos, Vila Verde tem 8792 jovens, a maioria rapazes.

21969 pessoas declaram-se casadas, 2273 divorciadas (maioria mulheres) e 3297 com o estatuto de viúvos sendo que 2599 são mulheres. Os solteiros são 18905.

Quanto a qualificações, 3086 não têm qualquer instrução, 22753 até ao 9ª ano, 9002 têm o 12º ano e 5061 (sobretudo raparigas) com ensino superior. Em termos percentuais, 4,43% da população é analfabeta, 36,68% tem até ao 12ª ano e 13,51% é licenciada.

45,36% das pessoas referiram ter uma atividade e 6,72% estão desempregadas. Ciências empresariais e direito são a área mais referenciada, seguida da educação e das engenharias e saúde e proteção civil praticamente com o mesmo número de pessoas.

Tal como nos outros dois concelhos, também em Vila Verde aumentou o número de pessoas a trabalharam fora do Município, descendo quem trabalha na mesma freguesia e no mesmo Município.

Em termos de deslocação, o automóvel próprio ocupa a dianteira, mas também, há muita gente a deslocar-se para o emprego no lugar do passageiro. Outro dado interessante é o aumento de pessoas que se deslocam a pé para trabalhar.

O parque habitacional de Vila Verde é mais ‘velho’ do que nos outros dois concelhos. A maioria foi construído entre 1961 e 2000 e dentro deste parâmetro entre 1961 e 1980. Curiosamente, os alojamentos familiares e as casas como 1 ou 2 pisos aumentaram desde 2011.

No que às freguesias diz respeito, os ganhos e perdas de população estão, praticamente, distribuídos por todo o concelho. Valdreu (-15,89%) e Pico São Cristóvão (-15,41%) destacam-se com as freguesias que mais perderam população. Dossãos (-15,20%), Aboim da Nóbrega e Gondomar (-14,74%), Vade (-13,36%) e Ribeira do Neiva (-11,74%) são as freguesias que se seguem.

Ainda em ritmo de perda, Esqueiros, Nevogilde e Travassós (-10,92%), Oriz São Tiago e Santa Marinha (-10,86%), Parada de Gatim (-10,84%), Carreiras São Miguel e São Tiago (-10,54%), Sande, Vilarinho, Barros e Gomide (-9,78%), Marrancos e Arcozelo (-9,46%), Prado São Miguel (-8,93%), Valbom São Pedro, Paçô e Valbom São Martinho (-7,32%), Ponte São Vicente (-6,42%), Cervães (-6,31%) Cabanelas (-6,14%), Gême (-5,44%), Loureira (-4,17%), Freiriz (-3,91%), Moure (-3,03%) e Escariz São Martinho e São Mamede (-0,67%).

Em sentido inverso, a freguesia que mais ganhou população nos últimos 10 anos, segundo o Censos 2021, foi Lanhas (12,56%). Depois Turiz (6,87%), Lage (5,49%) e Atiães (5,19%). Vila Verde e Barbudo tem mais 4,67% de população, Pico de Regalados, Gondiães e Mós 2,51% Oleiros 1,71%, Sabariz 1,13%, Soutelo 1,05%, Coucieiro 0,94% e Vila de Prado 0,22%.

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