Depois do primeiro concurso ter ficado deserto, a câmara de Amares procedeu a alguns ajustes e, hoje, aprovou o procedimento de concurso público para a concessão do complexo termal de Caldelas. Uma reunião preparatória com a oposição serviu para prestar esclarecimentos e apresentar soluções que foram vertidas para o documento. Por isso, o concurso foi aprovado por unanimidade.
O presidente da câmara disse hoje em reunião de executivo “estar convencido que, desta vez, aparecerão interessados até porque fomos ao encontro de algumas das suas sugestões”. Manuel Moreira lembrou que “sempre defendi o modelo de gestão baseada na concessão porque acho que é a melhor solução para as Termas”.
Câmara que havia comprado o complexo termal por cerca de 1,5 milhões de euros. Valor encontrado depois de uma segunda avaliação pedida pela autarquia: “a primeira andava à volta dos 3 milhões de euros”. Uma das críticas feitas pelos vereadores do PS foi o desconhecimento do valor real dos edifícios, situação esclarecida por Moreira.
Assim, a casa dos Duches foi avaliada em cerca de 78 mil euros, o edifício central elétrico em 48 150 euros, o edifício do balneário (vulgo Termas) em 781 560 euros, a casa da Vila em 36 600 euros, o edifício da Bica de Fora em 39 288 euros, o centro de Medicina Física em 306 888 euros, o edifício do antigo cinema em 22 335 euros, o vestiário do pessoal em 24 835 e os terrenos da circulação automóvel, pedonal e outras e, 192.159 euros.
O PS votou favoravelmente a concessão, mas apresentou uma declaração de voto por intermédio de Pedro Costa. Genericamente, os socialistas reconhecem que “politicamente, esta é uma boa solução porque a autarquia não tem vocação nem capacidade financeira para gerir este tipo de estrutura”.
Segundo Pedro Costa, “as nossas dúvidas foram esclarecidas e as sugestões atendidas” tendo o concurso sido preparado “com cuidado técnico e a nossa participação”. A solução permite que “não se perca aquela mais valia para o concelho e se revitalize as termas” porque mais do que “o valor o que está em causa é o equilíbrio económico da Vila de Caldelas”.
No entanto, Pedro Costa deixou algumas críticas: “não conhecemos o valor dos imóveis (posteriormente respondido pelo presidente da câmara); não sabemos os valores para casos específicos. Não somos fundamentalistas, e as PPP podem ser interessantes quando trazem conhecimento e mais valias que a autarquia não tem e este é um desses casos”.
