Terras de Bouro vai reabilitar 50 habitações, adquirir e reabilitar mais 6 e construir outras 93. Para isso terá 17 milhões assinados, hoje, na presença da Ministra da Habitação, entre a autarquia e o IRHU. Por outro lado, está prevista a beneficiação de 688 agregados habitacionais, abrangendo 1682 pessoas, com uma verba de 60 milhões.
Na presença da ministra Marina Gonçalves, o presidente da câmara disse que “o objetivo principal é erradicar as casas indignas do nosso concelho, mas também há mais dois grandes objetivos a considerar, como seja o de criar condições para atrair mais famílias e fixar jovens, disponibilizando casas boas a preços acessíveis”.
O autarca lembrou que a existência de “falta de habitação, apoio ao arrendamento, habitação para os jovens, mas pior é a falta de habitação com dignidade, queremos criar e ajudar a criar condições, onde todos se sintam bem”.
O objetivo é chegar a 2026 com uma situação habitacional em que todas as pessoas do concelho disponham de uma casa com habitação.
Estratégia Local de Habitação
A Estratégia Local de Habitação contempla mais milhões do que os cinco orçamentos municiais atuais, 17 milhões mais 60, “trabalho profundo desenvolvido, em conjunto com todas as juntas de freguesia que identificaram as necessidades das suas freguesias, verificaram e comunicaram as diversas situações de vulnerabilidade”.
A Estratégia fez o “diagnóstico das carências existentes relativamente ao acesso à habitação, dos recursos e dinâmicas de transformação das áreas a que se referem, de forma a definir as metas e objetivos a atingir no período da sua vigência, especificar as soluções habitacionais a desenvolver e a sua priorização”.
As carências identificadas passam pela precaridade, insalubridade e insegurança, sobrelotação, inadequação por incompatibilidades das condições da habitação com caraterísticas específicas das pessoas que nela habitam como os casos de pessoas com incapacidade ou deficiência.
Ministra
Marina Gonçalves lembrou que “a habitação é um direito fundamental que deve ser tratada como universal tal como a saúde, a segurança social e outros. Pensou-se que os problemas de coesão social se resolveriam com a intervenção do mercado e que o Estado não tinha um papel na resolução deste problema”, o que não se verificou.
“Que esta estratégia permita a quem viva aqui, possa crescer, viver e constituir família. É preciso olhar para a classe média, sobretudo os jovens, dando-lhes a autonomia para escolherem onde querem viver e ter uma família”.



