São 338 operacionais e 80 viaturas que estarão em prontidão nos seis municípios do Cávado para combater incêndios entre 15 de maio e 15 de outubro. A apresentação do dispositivo especial de combate a incêndios foi, hoje, no Gerês pelo major Manuel Moreira, comandante subregional do Cávado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
“O maior dispositivo de sempre” está “preparado para o pior”, referiu o Major Manuel Moreira que aproveitou para referir a formação técnica e prática e os exercícios de simulação no terreno “como excelentes contributos” para uma melhor preparação destas equipas.

Nos últimos 10 anos, a área florestal aumentou, na região do Cávado, em 2 hectares, composta por 40 mil espécies arbóreas, sobretudo eucaliptos. As áreas mais vulneráveis são o Norte de Barcelos, o norte de Vila Verde, o Norte de Amares e todo o concelho de Terras de Bouro, que “tem áreas que não ardem há mais de 10 anos”.
A região terá seis meios aéreos para o ataque inicial ao fogo, mais um do que no ano passado, sediado em Arcos de Valdevez. Existem 11 equipas de sapadores florestais e o INCF tem três equipas, as denominadas CNAF’s, instaladas no Parque Nacional Peneda Gerês.
Para o presidente da câmara de Terras de Bouro, anfitrião da sessão, “há uma obrigação de todos de proteger a natureza”, mas para isso, são necessários “mais equipamentos, mais responsabilidade política para fornecer meios operacionais”. Ainda assim, a “evolução tem sido positiva, “já que há mais materiais e mais operacionais, se calhar são mais profissionais e menos voluntários”.
