A mulher de 37 anos foi vítima de uma fraude conhecida como “golpe do porco”, em que as vítimas são “engordadas” com falsas promessas românticas antes de serem “esquartejadas”.
Shreya Datta, uma executiva do setor tecnológico, residente no estado norte-americano da Pensilvânia, pensava que tinha encontrado o amor da sua vida na plataforma de encontros Hinge, mas acabou por 450 mil dólares [cerca de 412 mil euros] numa fraude.
A mulher, de 37 anos, apaixonou-se por um homem que dizia chamar-se Ancel Mali e ser um comerciante de vinhos francês. Mas era tudo mentira e Datta foi vítima de uma fraude conhecida como “golpe do porco”, em que as vítimas são “engordadas” com falsas promessas românticas antes de serem “esquartejadas”, explicou ao Philadelphia Inquirer.
O suposto casal conheceu-se na aplicação Hinge mas rapidamente começou a conversar pelo Whatsapp. Nas conversas, Ancel contou o seu sonho de viajar pelo mundo e mencionou o comércio das criptomoedas como forma de o conseguir.
Datta começou então a investir em criptomoedas através de uma aplicação sugerida por Ancel. Começou por investir 1.000 dólares que se transformaram em 1.250 dólares, que conseguiu levantar.
Como o “esquema” não levantou suspeitas e conseguiu reaver o seu dinheiro (com lucros), a mulher continuou a investir mais dinheiro, à medida que a relação se adensava. Seis mil dólares aumentaram para nove mil dólares e o homem – que arranjava sempre desculpas para não marcarem um encontro – instou-a a investir as suas poupanças: 450 mil dólares.
Após se mostrar reticente com o pedido, Ancel questionou: “Porque é que não consegues controlar o teu próprio dinheiro?”.
Por fim, Datta investiu o dinheiro e viu o valor a duplicar. No entanto, quando o tentou levantar, recebi uma mensagem a alertar de que precisava de gastar ainda mais dinheiro – um imposto de 10%.
Foi nessa altura que percebeu que poderia ter sido enganada e falou com o irmão, que contratou um detetive privado e descobriu que a conta era fraudulenta. “Às vezes penso: ‘É só dinheiro’. Noutros dias, penso: “Devia chorar”, lamentou.
