Dez dos doze detidos pela GNR em Vila Verde ficaram em prisão preventiva, segundo decidiu a juíza de instrução criminal da Comarca de Braga.
A magistrada judicial acolheu na íntegra a proposta da procuradora do DIAP do Ministério Público, de nada valendo as alegações dos advogados de defesa.
Entre os presos, há uma rapariga com cerca de 20 anos, que trabalhava numa instituição do concelho de Vila Verde e numa clínica em Braga para pagar os estudos superiores que estava a fazer em Viana do Castelo.
Esta rapariga namorava um dos alegados cabecilhas, morador na Portela do Vade, e que não tendo carta, ‘usava’ a namorava para o transportar para vários pontos da região. Segundo informações recolhidas pelo ‘Terras do Homem’, a rapariga deixava o namorado em determina zona, pouco tempo depois ia buscá-lo e depois passeavam como os demais namorados.
O ‘Terras do Homem’ sabe que nas buscas efetuadas pela PJ na casa dos pais desta rapariga não terá sido encontrado nada de suspeito.
Já o namorado vem de uma família ‘disfuncional’, com pais separados e a viver com a mãe. Segundo fonte contactadas pelo ‘Terras do Homem’, a casa onde vivia era, sobretudo, aos fins de semana local de romaria de jovens do concelho e arredores, tendo sido feita uma queixa à GNR há cerca de um ano.
Os advogados, entre eles o vilaverdense João Araújo Silva, disseram já que vão recorrer o para o Tribunal da Relação de Guimarães.
O Ministério Público tinha pedido a aplicação de prisão preventiva para dez dos 12 detidos.
Entre os detidos está um cidadão espanhol, oriundo da Galiza, que seria fornecedor de cocaína ao grupo de portugueses, nove homens e duas mulheres. Para além da droga e de produtos associados ao narcotráfico, a GNR estava a vigiar e a fazer já escutas telefónicas há cerca de meio ano, segundo as mesmas fontes judiciais.
O grupo atuava a partir de Vila Verde, a droga, especialmente cocaína, era traficada depois nos distritos de Braga e de Viana do Castelo, desde o Alto Minho, da zona litoral, até ao interior, como em Melgaço e Monção, mas igualmente em Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, bem como a nível de Vieira do Minho e de Amares.
