As Termas de Caldelas querem ser um centro de investigação, Desenvolvimento e Inovação em contexto termal. Esta foi uma das novidades apresentadas pela presidente do ISAVE, Mafalda Duarte, num ‘Open Talk’ sobre termalismo na freguesia de Caldelas. “O Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação pretende fazer trabalhos de investigação relacionados com o contexto termal. Nós já trabalhamos com algumas áreas da saúde, nomeadamente, a enfermagem, a fisioterapia, a dietética e nutrição, e no fundo é perceber como estas áreas podem estar interrelacionadas e o que se pode fazer para enaltecer este contato associado a trabalhos de investigação que conferiam cientificidade para atuação em contexto termal”.
Segundo Mafalda Duarte, há, ainda, a perspetiva de criar, “um centro de formação onde vamos trabalhar formações complementares ao exercício das profissões na área da saúde em contexto termal e criar iniciativas pontuais que possam promover e criar neste espaço um palco para discutir, para criar ciência, para se promoverem boas práticas”.
Assim, em Outubro, as Termas serão local para a realização, de umas jornadas de fisioterapia em contexto termal, com um conjunto de peritos que vêm trabalhar áreas especificas de fisioterapia, envolvendo estudantes e profissionais da área.

Mafalda Duarte lembrou que “qualquer escola de ensino superior tem como missão alguma intervenção de extensão comunitária e nós olhamos para esta oportunidade como uma possibilidade do ISAVE para ser um cluster de desenvolvimento local e regional muito voltado para uma associação entre a área da saúde e o complexo termal. O ISAVE prevê que a noção de saúde vai muito além na intervenção na patologia, vai numa lógica de promoção de bem estar”, onde a questão das termas assume um papel importante.
Manuel Moreira
O presidente da Câmara começou por lembrar que “quem conheceu Caldelas há duas/três décadas isto era um mar de gente com uma dimensão que não tem hoje”. A autarquia tomou, por isso, a decisão de revitalizar as termas, que “têm potencial e qualidade para ser uma alavanca de desenvolvimento deste território”.
A parceria com o ISAVE é um pilar forte para o desenvolvimento deste projeto para que isto volte a estar cheio de gente, com um comércio dinâmico”, voltando a frisar que a “câmara não tem vocação para explorar as termas”.
A diretora clínica das Termas, Idalina Russell, revelou que “temos bastante termalistas em relação aquilo que é expetável”, mostrando-se esperança para que se “possam abraçar outros projetos para que as termas de Caldelas tenham tudo o que merecem.

O presidente da União de Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos reconheceu que “o termalismo é uma identidade intrínseca a todos os caldelenses e perspetivam-se bons tempos para Caldelas. Estamos aqui para ajudar e nunca estarão sós na vossa missão”.
Entidade Instituidora do ISAVE
Francisco Esteves começou por dizer que “o termalismo foi um sector abandonado durante anos e não fossem as câmaras muitas termas estariam fechadas”, mostrando “vontade e vestindo a camisola para que as termas de Caldelas voltem a ter a dimensão que a sua história representa”.
Já Fausto Amaro louvou “a coragem pela iniciativa de relançar as Termas” e esperando, no futuro, que “as Termas estejam a funcionar todo o ano porque as Termas não são só frequentadas pelos habitantes de Caldelas, há muita gente de fora que estão disponíveis para vir para aqui noutras alturas do ano”.
