Amares

Mais de 250 pessoas participam numa das maiores procissões do concelho de Amares

São mais de 160 figurantes e 20 andores. Números recorde que tornam a procissão da freguesia da Torre, em Amares, uma das maiores do concelho de Amares. Com saída marcada para as 19h00, do próximo dia 15 agosto, tem como tema ‘Torre aos Pés de Maria’ e está integrada nas festividades locais que arrancam amanhã.

João Peixoto, em declarações ao ‘Terras do Homem’, começa por revelar que nos quatro dias de festa haverá um concerto com Mickael Acordeon, animação minhota com rusgas e concertinas, o desfile da marcha da freguesia criada para as Antoninas e o folclore do rancho de Gondufe, Ponte de Lima.

Mas o ponto mais alto é, sem dúvida, a procissão: “temos lutado todos os anos por uma procissão maior, estando na organização há 16 anos, esta é das maiores que tivemos até agora”, começa por dizer acrescentando: “este ano, foi mais fácil porque as pessoas estavam recetivas. Temos uma procissão com 161 figurantes, até à data nunca tivemos este número, e 20 andores, quando no máximo eram 15/16”.

João Peixoto considera que a adesão das pessoas se deve ao facto “de ser uma procissão bastante conhecida, temos figurantes de vários concelhos como Amares, Vila Verde, Braga, e de outros pontos do Distrito”.

“Muitos deles participam desde que a procissão começou e este ano, pelo conhecimento, há outros grupos que quiserem vir participar, nós estamos recetivos em receber novas pessoas porque a nossa luta é que procissão seja cada vez maior”.
Outra das justificações prende-se pela diferença em relação às outras procissões: “não é uma procissão tradicional, é uma procissão com história. Vamos contar a história de 20 santos através do seu martírio, da sua vida. Leva-se o andor e depois a vida terrestre é explicada através dos figurantes”.

Andores
Os andores são todos de santos da Torre, exceto dois, um já veio no ano passado que é Santiago de Caldelas e este ano, há a participação de São Paio de Sequeiros, “onde nós estivemos também a participar e eles quiseram presentear-nos com o seu santo”.

Com a ajuda do Padre Tiago é feita uma oração à saída da procissão, onde ele conta um pouco a história do santo, para que as pessoas percebam aquilo que estão a ver: “um dos pontos altos é a receção da procissão, onde vamos ter um momento à nossa senhora”.

Há quem deixe andores marcados para o ano seguinte. “Há uma santa, Nossa Senhora de Fátima, que tem lista de espera. No dia 16 de agosto saíamos das festas com cinco ou seis andores marcados e figurantes também. Há pessoas desde 2006, que, entretanto, tiveram filhos e netos que participam na procissão”.

Os andores são oferta de populares que embelezam como querem o andor, e são eles que pagam “o que dá ainda mais mérito à procissão. Nós, comissão de Festas, pagamos a fanfarra e os cavalos da GNR” que, também, participam no desfile religioso.

Logística
“A logística não se faz em oito ou em quinze dias”, desabafa João Peixoto. “O último mês é sempre o mais cansativo: inscrever pessoas, tirar medidas e só depois de teres o número de pessoas é que podes estudar e construir a história da procissão. As inscrições tiveram abertas durante o mês de julho, quer para o figurado quer para os andores, porque no último dia queremos ter quase tudo pronto”.

Na Torre não há pagamento de promessas: “aqui o povo chega à nossa beira dá o nome, tiram-se as medidas e vão do que for, promessas aqui é muito raro porque nós trabalhamos o conteúdo da procissão e as pessoas já sabem isso”.

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