No dia em que celebra os 509 anos da outorga do seu foral, Terras de Bouro atribuiu a medalha de ouro de mérito aos ex-presidentes da câmara, António Afonso e Joaquim Cracel Viana e ao novo bispo auxiliar do Porto, D. Roberto Rosmaninho. Numa cerimónia presidida pela presidente da Associação de Municípios Portugueses, Luísa Salgueiro, o concerto surpresa ficou a cargo de David Antunes e Emanuel Moura.
Depois de valorizar as potencialidades do concelho, Manuel Tibo referiu que o património maior do concelho “são as suas gentes, honramos aquilo que somos”. Com a esperança da Geira se transformar em património mundial e apresentando o Gerês como tendo “condições para ser um destino turístico por excelência”, o autarca não deixou de referir “os constrangimentos que nos limitam mais do que o necessário: iremos aprovar o nosso PDM e não o que nos querem impor”.
O presidente da CIM-Cávado e também da câmara de Braga, Ricardo Rio, deu “a CIM-Cávado como um bom exemplo da união na diversidade. Valorizamos a diversidade como oportunidade para fazer mais e melhor”. Lembrando que os territórios “precisam de gente e é necessário que se valorize aquilo que é caraterístico de cada concelho. Não se pode passar um atestado de menoridade aos autarcas dizendo que não sabem valorizar os seus territórios, mas são eles o melhor garante de salvaguarda dos seus valores”.
Já Luísa Salgueiro revelou que “Manuel Tibo é uma das vozes contrárias na Associação Nacional de Município, mas isso é fundamental para que cheguemos a um consenso e eu valorizo a sua atitude”. Participando pela primeira vez numa cerimónia deste tipo, a presidente da ANMP ressalvou que “podemos ter muitos projetos para o futuro, mas ao honrar o passado honramos a democracia”.
O maior desafio atual é a descentralização de competências e Luísa Salgueiro disse que “o maior desafio é que não haja grandes desequilíbrios entre o dinheiro que vem do Estado e os gastos das autarquias”, estando inscritos no Orçamento de Estado 750 milhões de euros para a conclusão deste processo.
Homenageados
António Afonso lembrou que “o dia do Município só se comemora há 17 anos” estendendo a homenagem a toda a família, aos elementos que integraram a vereação, aos presidentes de junta e aos colaboradores municipais não se esquecendo da pessoa que o trouxe para a política: José António de Araújo.
Joaquim Cracel disse “não merecer esta homenagem, mas compreendo a vossa intenção de bem-querer”, referindo que os seus mandatos se pautaram “pela aposta na vertente social, na proteção das pessoas, no apoio a associações”. E reconheceu: “tenho a consciência que deixei problemas e situações por resolver, algumas já resolvidas pelo atual executivo”.
O novo bispo preferiu reverter a homenagem para São Bento, com uma das maiores peregrinações do país, referindo-se ao Santuário como “o coração da piedade popular” de todo o norte do país. Gratidão, reconhecimento e compromisso foram as três palavras que D. Roberto Rosmaninho usou para agradecer a homenagem.






