Uma deliberação do Governo português obriga a que a água que esteja na posse das freguesias passe para a alçada do Município. O assunto foi, hoje trazido pela vereadora do PS na câmara de Amares depois de assinalar as preocupações dos habitantes de Bouro Santa Marta, uma das freguesias abrangidas por esta decisão.
Segundo explicou Valéria Silva, “há alguma desconfiança na população que todo o trabalho que foi feita na preservação das nascentes, na construção de algum equipamento possa agora ser destruído ou inutilizado. Até se diz que se vai deixar de captar a água nas nascentes para ir buscá-la ao rio”.
O presidente da câmara de Amares revelou que “Uma imposição legal do Governo obriga que toda a água passe a estar sob a alçada dos sistemas em alta, neste caso do Município” acrescentando que a União de Freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas já fez essa transferência e apresentou o valor dos investimentos que realizou. Também a União de Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos bem como Bouro Santa Marta estão a finalizar os processos.
O autarca percebe que “esta é uma perda de receita das freguesias que fizeram os seus investimentos” e por isso, entende que possa haver azo para compensações por estes investimentos.
De fora fica Bouro Santa Maria: “a presidente da junta está relutante em fazer a transferência e irá apresentar os seus argumentos em Assembleia Municipal. Nós vamos informar a ERSAR dessa situação e eles que tomem decisões”. Manuel Moreira revelou, ainda, que nada do que está estipulado nestas freguesias, em termos de água, será alterado. “As captações serão nas nascentes e, no final de concessão, volta tudo para as freguesias”.
