O Município de Amares e a SintDei assinaram, hoje, o protocolo de concessão das Termas de Caldelas por um período de 30 anos. É o culminar de um processo que depois de um concurso público deserto foi feito por ajuste direto à Sociedade Internacional de Desenvolvimento, Ensino e Investigação liderada por Bruno Ravaz, Fausto Alves e Francisco Esteves.
Segundo Francisco Esteves, “a nossa intenção é abrir a parte das Termas e Bem estar já no dia 1 de abril. Estamos a fazer algumas obras que não dependem de nós, mas estamos convencidos que poderemos abrir no dia 1 de abril”. Depois irão avançar as obras, orçadas em cerca de dois milhões de euros, para requalificar o atual espaço da fisioterapia num polo de ensino afeto ao ISAVE e promover condições para a criação de uma unidade de investigação”. O gestor aponta o prazo de oito anos para que ensino e investigação estejam a funcionar em pleno.
Francisco Esteves, um homem que nasceu rodeado de vilas termais, considerou a assinatura da concessão como “um momento simbólico. Vivo o termalismo com um sentimento de tristeza porque os complexos termais foram abandonados e poderiam ser polos de desenvolvimento dos locais onde estão implantados”.
O responsável deixou claro que “a nossa proposta não é desenvolver um complexo termal como o de ‘ontem’. a nossa proposta é que o ISAVE dê o seu contributo para criar um conceito novo: por o ensino superior a promover o ensino e a investigação em contexto termal e académico”. Para isso, “precisamos e contamos com todos os caldelenses. Caldelas, enquanto território que se quer sustentável, terá que ser de todos, teremos que ter um compromisso em conjunto porque tem um potencial enorme”.
Presidente da Câmara
Manuel Moreira considerou “o dia histórico para o concelho e para as Termas de Caldelas. Não temos vocação para gestão deste tipo de espaços e a vossa gestão será um sucesso nacional”. Até ao final do mandato, o autarca espera ver as Termas e o Campo de Golfe a darem os primeiros passos “para que Amares cresça e se desenvolva proporcionando oportunidades para os mais novos”.
O hotel das termas está fora da concessão. Ainda assim, o presidente da Câmara revelou que “com este interesse e projeto do ISAVE, já começaram a aparecer interessados, nomeadamente uns empresários japoneses”.
